Ouro Preto – MG (25,26,27 Out 2013)

CONHEÇA OURO PRETO – MG

Ouro Preto nasce com a descoberta do ouro. Antes mesmo de 1700, o espírito de aventura e o ímpeto pela riqueza fácil levam à região centenas de aventureiros, em sua maioria portugueses e paulistas (chamados bandeirantes). Segundo a lenda, ao meter a gamela no Ribeirão Tripuí para matar sua sede, um homem encontra no fundo algumas pedras negras (metal coberto por uma fina camada de óxido de ferro, o que tornava o metal mais escuro) e resolve guardá-las.

Hematita

Hematita

De volta a Taubaté, em São Paulo, de onde partira sua bandeira, repassa as pedras a outro homem, e estas chegam às mãos do então governador do Rio de Janeiro, Artur de Sá e Menezes. Num gesto despretensioso, o governador leva à boca uma das pedras e, trincando-a com os dentes, identifica o tão cobiçado metal.
A notícia logo se espalha e com ela o registro de que o achado de ouro teria ocorrido nas proximidades de uma formação rochosa chamada pelos índios de Pico do Itacolomi.

Grafite encontrado próximo a rodoviária

Grafite encontrado próximo a rodoviária

Inúmeras expedições partem em busca do famoso local, mas sem sucesso retornam ao ponto de partida. Até que em 1698 o paulista Antônio Dias de Oliveira alcança a região do Itacolomi e, descobrindo um veio riquíssimo, resolve se estabelecer, mandado buscar amigos e parentes em Taubaté.
A partir daí, aumenta o número de bandeiras que se dirigem à região. O metal é abundante, encontrado no leito e às margens dos rios e na encosta dos morros.
As construções – capelas, igrejas, pontes, fontes, casas e museus, hoje admiradas como belos exemplares da arte barroca mineira – foram erguidas em sinal de devoção cristã e ostentação de poder, época em que a influência eclesiástica também valia peso de ouro. A produção aurífera atingiu o apogeu entre 1730 e 1760.
Por causa da efervescência econômica e cultural dos áureos tempos, Ouro Preto foi a capital mineira até 1897, então substituída por Belo Horizonte, cidade planejada para isso. Enquanto foi capital, a ex-Vila Rica viu a vida cultural ser reforçada com a criação de duas escolas de nível superior: a Escola de Farmácia, em 1839, primeira da América Latina, e a Escola de Minas de Ouro Preto, criada por ato de Dom Pedro II, em 1876, e implantada pelo francês Claude-Henri Gorceix. A Escola de Minas reúne acervo de minerais com mais de 20 mil amostras do mundo inteiro e, em 1984, uma sala especial foi organizada sob moderna concepção museológica.
A cidade de Ouro Preto está localizada na Serra do Espinhaço, região metalúrgica de Minas Gerais, a 1.150 metros de altitude. A antiga capital de Minas conservou grande parte de seus monumentos coloniais e, em 1933, foi elevada a Patrimônio Nacional, sendo que, em 1983, foi tombada pela UNESCO como Patrimônio Histórico da Humanidade. Ouro Preto é conhecida pela diversidade de suas atrações turísticas: das capelinhas às matrizes e paróquias barrocas, das montanhas aos fundos dos vales, da culinária mineira à cozinha internacional, dos parques naturais aos esportes de aventura. Hoje, a cidade representa um resumo da arte colonial mineira, não apenas pela expressão de sua história, mas pelo extraordinário acervo cultural que preservou.
Há muitas repúblicas de estudantes na cidade (mais de 200), só que para morar em algumas delas, antes o bixo (calouro) precisa passar pelo trote. Ele/ela ganha uma placa enorme e ridícula, e deve utilizá-la sempre, em todo lugar que vá. Alguns ainda precisam colocar perucas ou deixar que raspem seus cabelos de maneira “criativa”. São vários deles andando pelas ruas, isso já faz parte da cultura local.

RELATO DE VIAGEM – OURO PRETO MG
25, 26 e 27 de Outubro 2013

E foi numa dessas promoções relâmpagos da Gol que resolvi comprar meu presente de aniversário, ir a Ouro Preto,MG. Meu aniversario foi dia 23out, porém estaria passando o final de semana de 25 a 27 Out. Até então iria eu e mais um amigo daqui de Curitiba PR, porém o mesmo faria prova do Enem e isso mudou muito meus planos. Através do Mochileiros, conheci o Ivan, que me cedeu sua casa em BH, carona e companhia em OP…

Dia 25 Outubro Sexta:

Voo 1119 Curitiba 18h38 x Sp Congonhas 19h43
Escala: Voo 1318 Sp Congonhas 20h37 x BH Confins 22h03

No aeroporto de Confins há varias opções para deslocamento, a mais barata (e segura), no entanto é optar pelo transporte convencional da empresa UNIR. Desta vez fiz o trajeto Aerp. Confins x Aerop. Pampulha.
OBS: Pampulha fica próximo a casa do Ivan, o trajeto demorou uma media de 40/50 minutos.
Vale ressaltar que precisa comprar o bilhete num ponto de venda próximo aos ônibus.

Para maiores detalhes acesse:
– Empresa UNIR
Onibus convencional – R$ 8,90
http://www.conexaoaeroporto.com.br

Encontrei o Ivan e fomos dar uma volta na cidade, passamos pela Avenida Fleming que é a mais agitada e boemia da cidade, decidimos para no Restaurante Filé para papear um “cadinho”.
http://www.restaurantefile.com.br/index2.php

Após uma noite agradável fomos pra casa, pois iriamos acordar cedo para cair na estrada, rumo a Ouro Preto.

Dia 26 Outubro Sábado:

9h foi o horário que já estávamos na estrada, a mesma é muito boa, não há pedágio. Demora aproximadamente 1h/1h30 o trajeto BH x OP.

Mas no caminho há uma parada no meio da estrada bastante interessante é o “Parada do Pastel de Angu – Restaurante Jeca Tatu”, fica na Rodovia dos Inconfidentes, Km 45 Itabirito – MG.

Esse lugar é um museu,bar,oratório, lanchonete, antiquário, é isso e mais um pouco… possui um sebo no interior de ônibus escolar (estilo americano), com vinil flutuando em seu teto e branca de neve com seus sete anões te observando.

Interior do Ônibus – Restaurante Jeca Tatu  - Itabirito, MG

Interior do Ônibus – Restaurante Jeca Tatu
– Itabirito, MG

Me senti num universo paralelo, de volta ao tempo, sua decoração é cheia de exageros e um encanto, cada detalhe traz uma lembrança agradável. Aos curiosos (assim como eu) passar poucos minutos é uma tortura, esse lugar é para se passar horas e horas observando e desvendando seus detalhes, aproveita e tire fotos, usufrua de sua gastronomia.
Pelo ônibus existente la e todo o encantamento do lugar, acredito que Alex Supertramp (do filme “Na Natureza Selvagem” / Into The Wild) estaria mochilando por essas áreas hehe.

Onibus Magico – Restaurante Jeca Tatu  Itabirito, MG

Onibus Magico – Restaurante Jeca Tatu
Itabirito, MG

Continuando a viagem e próximo a Ouro Preto, observamos 3 meninas pedindo carona (há muito disso la), decidimos parar o carro e ceder ajuda as moças. Uma delas era professora de ensino fundamental, outra iria fazer a prova do Enem e a outra…? somente descobrimos quando a deixamos em seu destino e as demais meninas nos disseram, era a Maria Izabel, atriz, que fez pontas na Malhaçao…hehe sim, demos carona para uma atriz Global, ela era engraçada, não ostentou sua profissão, apenas nos retribuiu a carona nos dando varias dicas sobre Ouro Preto assim como as demais meninas. Foi uma carona pra la de agradável.

Chegando a Ouro Preto, estacionamos o carro numa rua e resolvamos caminhar atrás dos atrativos da cidade. Logo de cara encontramos a

Igreja São Francisco de Assis:
Endereço: Largo do Coimbra. Contato: 31 3551 3282
Ingresso: R$ 8,00 (estudante paga meia) – também da direito a visitação do Museu do Aleijadinho.

Essa é a Igreja mais famosa de Ouro Preto, um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766, projetada por Aleijadinho, que também desenhou o medalhão da fachada e o lavabo da sacristia, a Igreja São Francisco de Assis foi declarada em 2009 umas das sete maravilhas de origem portuguesa do mundo. O forro da nave, que Mestre Ataíde levou mais de dez anos para pintar, é uma de suas maiores obras. No altar-mor, os painéis e quadros laterais também são de sua autoria. A fachada é uma obra-prima da arquitetura colonial mineira. O conjunto representa o casamento perfeito entre Aleijadinho e Mestre Ataíde. O forro da nave cria a ilusão de que o teto se projeta para o infinito, imitando o céu. Na sacristia, o lavabo mostra uma figura vendada que representa a fé. Outra coisa que me chamou a atenção é que o São Francisco de Assis, no altar, tem em sua mão esquerda um crânio, diferente das imagens que vemos dele apenas com animais. Segundo o Guia aqui é a representação de uma das visões de São Francisco já que ele teve a visão do dia de sua morte. Obs: Não pode tirar foto do seu interior, mas demos um jeitinho (posso falar isso produção?)

Interior da Igreja Igreja São Francisco de Assis

Interior da Igreja
Igreja São Francisco de Assis

Segue um poema de Oswald Andrade (escritor, modernista e dramaturgo brasileiro 1890 – 1922), a respeito dela:

OURO PRETO
Vamos visitar São Francisco de Assis
Igreja feita pela gente de Minas
O sacristão que é vizinho da Maria Cana-Verde
Abre e mostra o abandono
Os púlpitos do Aleijadinho
O teto do Ataíde

Mas a dramatização finalizou
Ladeiras do passado
Esquartejamentos e conjurações
Sob o Itacolomi
Nos poços mecânicos policiados
Da Passagem
E em alguns maus alexandrinos

Só o Morro da Queimada
Fala do Conde de Assumar

Eu e Ivan Igreja São Francisco de Assis

Eu e Ivan
Igreja São Francisco de Assis

Dali passamos pela Praça Tiradentes (ponto mais central de OP), descemos pela Rua Direita, comemos algo leve na Subway.

Rua Direita. Pare e observe seu comercio e faixadas

Rua Direita.
Pare e observe seu comercio e faixadas

Após o lanche estávamos na
Casa dos Contos
R. São José, 12, Centro. (31) 3551-1444 (Telefone) Ingresso: Grátis.

Casa dos Contos

Casa dos Contos

Demorou 5 anos para ser construída, ou seja de 1782 a 1787, tinha como objetivo de ser residência do Administrador de Impostos da capitania de Minas, João Rodrigues de Macedo. Porem com o passar do tempo, a mesma serviu para acolher a Junta da Real Fazenda e a Intendência do Ouro, recebendo por isso a denominação de Casa dos Contos.

Cláudio Manuel da Costa poeta inconfidente frequentador desse espaço, foi encontrado morto, enforcado com uma corda no armário (estranho ne?), pois é, conforme a guia do local, há um mistério por trás dessa morte, estudiosos sobre o assunto ficam aflitos com isso, pois não há uma resposta concreta, não se sabe se foi suicídio ou homicídio, contudo, a fama é que o mesmo foi um covarde que traiu seus amigos, divulgando informações sigilosas a aproveitadores.

Em geral a mesma é uma antiga casa de pesagem e fundição do ouro, onde o minério era transformado em barra, reconhecido pelo Império (que cunhava seu brasão) e devolvido ao dono. A Casa dos Contos também serviu de prisão. Além de forno de fundição, expõe mobiliário dos séculos 18 e 19 e, no mirante, documentos e livros antigos – um deles, o Livro de Ouro, registra a primeira visita de Dom Pedro I à cidade. É uma das poucas casas ouro-pretanas em que ainda existe uma senzala. Pertence atualmente ao Ministério da Fazenda e guarda acervo que inclui mobiliário (séculos XVIII e XIX), documentos, cartas, rica biblioteca e curiosa coleção de moedas.
Esta senzala foi muito curioso, há diversos materiais originais da época, seu ambiente propriamente dito, paira muito mistério e pena, o guia local (que mais parecia um segurança), nos deu uma ótima “consultoria” do local, forneceu diversas dicas (quem me dera ter um gravador aquela hora pra recordar-me de todas), no entanto explicou detalhadamente cada objeto la existente. Uma fase da historia que eu so tenho a lamentar com tamanha injustiça dos homens. Ahh não pode tirar foto la de dentro da senzala.

E nessa mesma rua atente-se:
-Rua São José, nº 21 Casa onde residiu o inconfidente Domingos de Abreu Vieira entre 1784 e 1789.
-Rua São José nº 56 e 58 Casa onde residiu um dos desafetos do Ouvidor Tomás Antonio Gonzaga, o contratador de dízimos José Pereira Marques, imortalizado nas sátiras das Cartas Chilenas como Marquério.
-Rua São José nº 72 e 76 Antigo Hotel Toffolo, que hospedou ilustres visitantes como Carlos Drummond de Andrade, Olavo Bilac, Guignard e outros intelectuais. Na década de 30, Manuel Bandeira, ao escrever seu célebre Guia de Ouro Preto, recomenda ao visitante a começar seu passeio partindo deste local.
-Rua São José nº165, 167. Casarão onde nasceu o poeta simbolista Alphonsus de Guimarães em 1780. Possui belo gradil com as iniciais do nome do poeta.

Saindo dali nos deparamos com
Igreja De São José (Antiga Capela Imperial)
Localização: Rua Teixeira Amaral, s/n, Centro.
Visitação: fechada para visitação.

Começou a ser construída por volta de 1752, só sendo concluída em 1811. Substitui a primitiva capela de 1730. Os riscos do retábulo da capela-mor e da torre são de autoria de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que foi juiz da irmandade. Do lado de fora da capela, e encostado à sua direita, fica o cemitério onde se encontra o túmulo do poeta Bernardo Guimarães.

Logo acima dela, possui uma ladeira bastante íngreme que da acesso a Igreja São Francisco de Paula, e eu tive que tirar uma foto, pois contando ninguém acreditaria, mas um fusca bastante corajoso sem titubear conseguiu com sucesso alcançar seu cume, uai, se ele conseguiu, eu também consigo, vamos então, 1,2,3…fui!

Sem titubear o fusca conseguiu subir Igreja São Francisco de Paula

Sem titubear o fusca conseguiu subir
Igreja São Francisco de Paula

Igreja São Francisco de Paula
Localização: Rua Pe. José Marcos Pena, s/n, ao lado da rodoviária de Ouro Preto.
Ingressos: R$ 3,00 (meia-entrada para estudantes) – válidos também para a Igreja de Nossa Senhora do Pilar e o Museu de Arte Sacra.
Construída de 1804 a 1898. Trata-se da construção mais recente de Ouro Preto, cujo projeto, de autoria do sargento-mor Francisco Machado da Cruz, manteve-se praticamente inalterado quando de sua conclusão. No centro do altar, encontra-se a imagem de São Francisco de Paula, obra do Aleijadinho.
A mesma estava fechada e um povo meio vandalizado la na frente, não me pareceu nada convidativo ficar tirando fotos, além do mais, tristemente há pichações em seu muro o que lamentavelmente evidencia sua falta de manutenção por conta dos órgãos competentes.
A vista de lá realmente vale muito a pena, dá para ver Ouro Preto toda e compensa todo o esforço em chegar lá em cima. Por ser uma Igreja mais jovem não tem tanto ouro em seus entalhes mais rebuscados, já que é de um período de decadência, mas, vale a pena a visitação.

010

Após subidas e descidas, encontrei mais uma igreja, desta vez a

Igreja De Nossa Senhora Das Mercês E Misericórdia (Mercês De Cima)
Localização: Rua Padre Rolim, s/n, Centro.
Construção iniciada em 1773, em substituição à que existia no mesmo local. Quando concluída, teve a fachada modificada para dar lugar à torre central, de autoria do mestre Manuel Francisco de Araújo. Destaque no medalhão do pórtico, em pedra-sabão, representando a Virgem com os braços abertos, estendendo o manto de proteção aos escravos dos mouros.

Igreja De N. Sra. Das Mercês E Misericórdia

Igreja De N. Sra. Das Mercês E Misericórdia

Museu da Inconfidência (esq) e Igreja N. Sra do Carmo (dir)

Museu da Inconfidência (esq) e Igreja N. Sra do Carmo (dir)

Continuado nossa cansativa e caminhada, nos deparamos novamente na Praça Tiradentes.
Observe os números 52 a 84. Conjunto Alpoim: Cinco sobrados geminados construídos entre 1740 e 1745 pelo engenheiro militar José Fernandes Alpoim, o mesmo que projetou o Palácio dos Governadores. Uma das construções civis mais imponentes e harmoniosas da cidade.

Importante salientar que devido a um evento na cidade de Ouro Preto (http://jornalvozativa.com/noticias/?p=26902 ) esta praça estava bastante movimentada de estudantes. A noite teve um repertorio de musica clássica.

Enfim…prosseguindo: próximo a praça tem a

Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Endereço: Rua Brigadeiro Musqueira sem número. (ao lado do Museu da Inconfidência).
Contato: 31 3551 2601

Indo pela praça Tiradentes, passando pelo Museu da Inconfidência sentido Igreja do Carmo, possui um pequeno mirante, no qual pode-se observar a Igreja São Francisco de Paula (a esquerda) e Igreja N. Sra das Mercês (a direita). Atente-se o tanto que andamos, contudo, apresenta uma caminhada gostosa, embora cansativa.

Indo pela praça Tiradentes, passando pelo Museu da Inconfidência sentido Igreja do Carmo, possui um pequeno mirante, no qual pode-se observar a Igreja São Francisco de Paula (a esquerda) e Igreja N. Sra das Mercês (a direita). Atente-se o tanto que andamos, contudo, apresenta uma caminhada gostosa, embora cansativa.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Construção de 1766, concluída em 1772. Projeto de Manoel Francisco Lisboa, posteriormente modificado por Antônio Francisco Lisboa. Antes de 1766, existia uma capela erigida pelos devotos de Santa Quitéria. A imagem de Santa Quitéria está no trono, logo abaixo da imagem de Nossa Senhora do Carmo. Os dois altares laterais de São João e Nossa Senhora da Piedade e o lavabo de pedra-sabão são atribuídos ao Aleijadinho. Destaque para a presença de 10 painéis de azulejos portugueses em faiança. Ao lado da igreja, na casa do Noviciado, onde o Aleijadinho viveu seus últimos anos, hoje funciona o Museu do Oratório. Anexo à igreja, o curioso cemitério, cuja construção foi iniciada em 1801 e terminada em 1861, com numerosas catacumbas. Um dos últimos projetos do pai de Aleijadinho, a igreja Nossa Senhora do Carmo foi construída em estilo rococó – a última fase do barroco, menos carregada em ouro. É a única do estado com painéis de azulejos portugueses, na capela-mor.

Vocês não estranharam que nesse momento não citei comida? Pois éé, essa é a hora: depois de visitar alguns pontos, subir e descer as ladeiras, é hora de almoçar, ops…ja era aproximadamente 15h30, mas tudo bem, paramos no Bene da Flauta fica ao lado da Igreja São Francisco de Assis. Optamos pela comida Mineira “Feijao Tropeiro”, acredite, alimenta 4 pessoas tranquilamente (preferível pegar uma porção extra de arroz). A sugestão é ótima, lugar agradável, com preço agradável, esse prato (repito: que alimenta 4 pessoas) saiu por 48,00 reais. Maiores detalhes:http://www.benedaflauta.com.br/ . Já li diversos relatos de ouro preto e boas referencias do mesmo, eu concordo!

Dali pegamos o carro que estava estacionado num local próximo, e fomos deixar as mochilas no
Hostel Ouro Preto 
http://www.ouropretohostel.com/
Travessa das Lajes, 32 – Antônio Dias – Ouro Preto – MG – Brasil (31) 3551-6011

Fomos apresentados ao hostel, nosso quarto possuía uma linda varanda, no qual tinha uma ótima vista de varias igrejas , descansamos um pouco e percebemos que o sol já estava se pondo, decidimos ir para a Igreja Sta Efigênia que fica num lugar muito muito muito alto, dessa forma, pegamos o carro e pedimos informação a um morador local, qdo descobriu que na verdade queríamos um mirante para admirar a cidade enquanto o sol de punha, mais que depressa nos indicou o “Morro de São Sebastião” eu não sei exatamente informar como chegar la pois demos alguma volta, sabemos que fica próximo a um templo budista, mas se encontrar dificuldades, peça informação.

Todavia, realmente o que ele nos indicou foi muito melhor do que a Igreja Sta. Efigenia, além de ser mais alto , esse morro oferece uma visão mais clara de Ouro Preto, consegue ve a enorme quantidade de igrejas, desfiladeiros, a desordem das ruas (oras largas e oras estreitas)…enfim:: essa é minha ótima dica, pouco ouvi falar a respeito dele. Importante frisar também, que não me pareceu um ponto tao seguro assim, não aconselho ir sozinha ou estender o horário pra la, passavam muitas pessoas, algumas com moto, nos analisando, foi estranho.

O bacana que la também foi o ponto de encontro com um casal carioca pra la de engraçados que também conheci no Mochileiros, a Marcia e o Bruno. Dai em diante eles nos acompanham em todas, embora tenhamos trocado um ou outra mensagem anterior a isso, parecia que tínhamos amizade de longa data, tremendo foi a sintonia.

1 – Mochileiros: Ivan, eu, Marcia e Bruno 2 – Mirante , consegue ter toda a vista da cidade. 3 – Placa identificando o Morro de São Sebastiao

1 – Mochileiros: Ivan, eu, Marcia e Bruno
2 – Mirante , consegue ter toda a vista da cidade.
3 – Placa identificando o Morro de São Sebastiao

Enfim…desse mirante o casal foi assistir a missa numa das igrejas e nós fomos tomar o merecido banho dos deuses no Hostel.

As 22h nos encontramos na Praça Tiradentes, comemos pizza no Caldo de Minas e foram muitas risadas, a pizzaria já estava fechando a porta enquanto a noite ainda era uma criança. Saímos dali e fomos na Rua Direita, estava bem movimentada, mas optamos ir num pub Escadabaixo (ou seja, em cima é um café, embaixo é um pub)http://www.escadabaixo.com.br/novidades/ . Os meninos beberam a cerveja OuroPretana de trigo (que é bastante amarga) e as meninas Caipirinha de Limão, confesso que não foi muito agradável, cachaça mineira sabe como é, bem forte, e eu sou fraca para isso.

Depois de muita risada e já na alta madrugada, fomos para o hostel dormir, pois também somos filhos de deus e merecemos a noite dos deuses após um dia tao intenso quanto esse.

Dia 27 Outubro Domingo:

A programação inicial as 9h era a visitação a Mina do Chico Rei, que a proposito fica ao lado do hostel.
Rua Dom Silvério, 108 – Antônio Dias Ingresso: 10,00 Reais Visitação: Diariamente, das 8h às 17h

A mina do século XVIII era propriedade do Chico Rei, um escravo que conquistou sua alforria e tornou-se rico. Ele foi o único negro que possuiu uma mina de ouro nos tempos coloniais. Situa-se nos fundos do quintal de uma propriedade particular. A mina encontra-se bem conservada. Um dos percursos que se visita é iluminado, o outro não. Nas paredes da mina encontram-se cavidades onde era depositado o ouro recolhido durante o dia. A área total é de 80Km² com 175 galerias abertas, escavadas em três níveis de profundidade.

Conta a tradição oral que Chico Rei, era um galanga, monarca guerreiro e sumo-sacerdote do deus pagão Zambi-Apungo, foi capturado no Congo por mercadores portugueses. Durante a viagem, sua mulher, a rainha Djalô, e sua filha, a princesa Itulo, foram jogadas no mar pelos marujos para aplacar a fúria dos deuses da tempestade, que quase afundou o navio negreiro Madalena. Vendido como escravo, ao lado do filho Muzinga, Galanga desembarcou no Rio de Janeiro. Foi levado para Ouro Preto em 1740 e recebeu o nome de Chico Rei (1709-1781).
Chico e demais escravos escondiam ouro entre os cabelos ao saírem da mina e mais tarde lavavam-os na pia batismal da igreja, sendo acobertados pelos religiosos. Com isso, apois servir cinco anos como escravo do major Augusto de Andrade, ele comprou a sua carta de alforria. Libertou o filho e comprou a suposta mina que estava esgotada (sem ouro e local para explorar) no entanto nas mãos deste ela passou a prosperar. Com o dinheiro, comprou a liberdade de 400 escravos que eram integrantes de sua corte na África e se transformou num homem rico e respeitado. Mandou construir a igreja de Santa Efigênia para ser frequentada pelos africanos.
O capacete é item obrigatório e muito útil, suas escavações são baixas e em muitos trechos tem que andar agachada, a mesma também é bastante úmida, portanto sugiro levar uma roupa extra na mochila, que alias, sugiro deixar na recepção para não atrapalhar seu deslocamento no interior da mina.

Há uma placa na recepção da mina que informa: “ entre 1700/1800 foram extraídos 615mil Kg de ouro , um total de 983mil Kg no Brasil. Até 1828 quase 3milhoes de quilates de diamante. So a mina Chico Rei extraiu 25mil de ouro.

http://www.minadochicorei.com.br

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Algumas curiosidades sobre escravos:
Apenas escravos baixinhos e fortes trabalhavam nas minas, para que o buraco não precisasse ser muito grande. Para garantir a mão de obra, adolescentes altos eram castrados e os baixinhos podiam ter 15 mulheres cada um. As mulheres eram obrigadas a terem filhos todos os anos.
Enquanto os homens quebravam pedras dentro na mina, mulheres e cegos ficavam do lado de fora sob os olhos atentos do feitor, peneirando as pedras para encontrar o ouro, que vinha somente em pó. As escravas misturavam pó de ouro à lama e passavam no cabelo, depois nas igrejas lavavam os cabelos e peneiravam novamente o pó de ouro, indo juntando aos pouquinhos para comprar sua alforria (libertação). O turno de trabalho começava às cinco da manhã e terminava às sete da noite. Catorze horas diárias de trabalho pesadíssimo, tendo como alimento, três bananas de manhã e outras três à tarde. Havia descanso apenas três dias por ano.
As crianças começavam a trabalhar cedo, aos cinco anos de idade. Com essa rotina insana de trabalho e as doenças respiratórias que a mina provocava, os escravos morriam com 22 anos de idade.
Para cá foram trazidos escravos capturados em várias nações africanas, tais como Sudão, Guiné, Angola, Moçambique e Congo. Para o trabalho na mineração havia a preferência por um tipo específico de escravo, pelo qual se pagava caro: o negro-mina. Baixo e forte, o negro-mina vinha da região do Congo. Forte para a brutalidade do trabalho e baixo para melhor se mover nos ambientes apertados dos talhos e das galerias das minas, o negro-mina recebia tal denominação por conhecer técnicas rudimentares de mineração, as quais aprendia em sua própria cultura.

Após a visitação a Mina, compramos souvenirs pela cidade, vistamos o interior da Igreja São Francisco (sim!ela estava aberta) e teve episódios em seu interior hilários, porem vou me restringir a divulgação desta cena. Dali almoçamos novamente no Bene da Flauta. Era o fim da linha do meu final de semana.

Pegamos o carro e fomos embora, Ivan me deixou no aeroporto e tristemente me despedi desse estado que me recebeu tao bem.

Retorno 27/10
Voo 1813 BH Confins 19h43 x SP Guarulhos 21h10
Escala: Voo 1932 Sp Guarulhos 22h10 x Curitiba 23h22

Provavelmente esse foi o final de semana mais desafiador no quesito “tempo”.
Como conhecer uma cidade tão grande, rica e variada com apenas um dia inteiro para apreciá-la?
A ideia era fazer da forma mais calma possível, sem stress e correria, porém conhecendo o maior número de atrações.
Dado o traçado tortuoso com ruas apertadas e acidentadas, repletas de impiedosas ladeiras, a melhor e mais tranquila forma de conhecer a cidade, sobretudo o centro histórico, é mesmo a pé.
Há diversos guias nas ruas oferecendo seus serviços, eles cobram uma media de 30/60 reais dependendo do destino e da sua cara (se vc tem cara de rico ou não), sinceramente com uma ou outra pesquisa no Google (e até mesmo esse relato), não vejo necessidade, mas você sabe como é o mercado de trabalho e quem sou eu para contrariar a economia brasileira.
Enfim…esteja preparada para partir numa caminhada em meio a uma verdadeira overdose de informações, paisagens, contos e causos sobre a Inconfidência, a época da mineração e o estilo de vida mineiro.
Ouro Preto é tudo que eu imaginava, mas que não dá para descrever. Passear de dia pela Rua São José é mergulhar na história. Caminhar à noite é entender porque Olavo Bilac escolheu aquele lugar para refugiar-se no passado. Ali todo parnasiano vira barroco, inevitavelmente.
Suas centenas de construções históricas remetem a um passado interessantíssimo cultural e politicamente a qualquer brasileiro e caminhar por suas ladeiras traduz esse sentimento em civilidade. Muitos dos imóveis possuem placas explicativas de seu passado histórico ou de algum ilustre morador antigo.
Há muitos lugares que eu gostaria de ter visto e que vão ficar para a próxima vez, como o Parque do Itacolomi, o Mirante da UFOP, quem sabe o Trem da Vale ou mesmo alguns dos mais de 20 museus da cidade. O fato é que não adiante estressar: não dá pra ver tudo de uma vez.
Minha dica é deixar a trip te levar. Vá fazendo o que dá e o que os nativos recomendam. Assim você não se cansa e sempre pode voltar, com mais planos, mapas e vontades.

OUTRAS DICAS::
Onibus que faz trecho BH x OP
Empresa Pássaro Verde,24,70
http://www.passaroverde.com.br/
1. Traga sapatos bem confortáveis e firmes no pé. Tênis é a melhor pedida.
2. Roupas confortáveis também pois as ladeiras são bem fortes
3. Traga um casaquinho pois como Ouro Preto é bem alto faz um friozinho caso você queira passear no final de tarde.
4. Coma comida mineira e anda tudo a pé para queimar as calorias das delícias de MG.

http://www.mochileiros.com/ouro-preto-25-26-27-outubro-2013-t88105.html

Relato Ouro Preto – PDF

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