Para ti, Para mim e Para todos nós! (Paraty RJ)

Conheça um pouco desta tão linda cidade, com um ar histórico, onde ainda mora a familia real (João Henrique de Orléans e Bragança) e cenario do meu feriado com outros 65 amigos de diversos estados brasileiros.

As historias abaixo sao contadas pelos guias locais, onde é possivel voltar ao tempo numa charrete graciosa pelas ruas irregulares de Paraty…

Passeio de Charrete

Passeio de Charrete

PARATY, PARATI, PARATHY, PIRATI…

Mas afinal, como se escreve o nome dessa cidade?
Em 2009 o governo municipal adotou uma lei em que a forma correta de escrita é ParatY.
Porem no século XVI já foi escrita como Paratii e, século XVIII Paraty,Pirati,Parathy.
De acordo com o historiador e geografo Teodoro Sampaio, em seu livro “O tupi na geografia nacional”, informa que Paraty significa jazida do mar, o golfo, lagamar e informa ainda não confundir com Pirati, peixe da família das tainhas e comum na região.

SOBRE A CIDADE

Sei que para alguns é chato e é uma informação irrelevante, portanto se você se enquadra nesse perfil, pode avançar um pouco mais a leitura, pois meu relato mais pratico e impressões da cidade encontram-se um pouco mais abaixo.
Enfim…Fiz diversas leituras e acho interessante expor um resumo do que essa cidade representa para nosso país, particularmente, isso é o que me chama atenção em conhecer um lugar, saber sua historia e cultura.
Pois bem…

Paraty, és uma cidade histórica com belas paisagens naturais, localizada na região Costa verde no sul do estado do Rio de Janeiro, aproximadamente 250km da capital, trata-se de uma das cidades mais antigas do Brasil, fundada no século XVI (1667) , em torno à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, sua padroeira.
Pertencia a rota do ouro que ia de Minas Gerais a Portugal. Paraty nada mais era, onde os portugueses desembarcavam com seus ouros extraídos de Minas Gerais e destinavam-se até seu país de origem. As calçadas, são um charme a parte, pois são ruas de pedras (popurlamente chamada de “pé de moleque”), preservadas até hoje desde a época em que Dom Pedro passeava com suas carruagens por ali.

A geografia da cidade de Paraty teve uma forte influencia de Portugal, desta forma, puderam definir como seriam as ruas e onde ficariam as igrejas, as praças, a cadeia, a câmara e os lotes residenciais. As igrejas serviam de balizamento e pólo de atração residencial. Devido a sua limitação em expansão, foi divido os lotes de modo que as casas fossem geminadas, aproveitando melhor assim o espaço disponível para construção.

Devido às epidemias de cólera e febre amarela que ocorriam em algumas partes do Brasil, havia em Paraty uma grande preocupação com a salubridade. O projeto da vila previa algumas medidas nesse sentido: as ruas foram feitas com uma leve curvatura para evitar vento encanado (considerado na época um transmissor de doenças); a Santa Casa de Misericórdia (1822) e o atual cemitério (1853) foram construídos em local afastado da vila, desativando em 1836 o cemitério que se localizava na atual praça da Matriz, isolando dessa forma os doentes e os mortos. Para evitar incêndio, foi proibido em 1831 as construções em madeira e coberturas de palha. Neste mesmo ano tornou-se obrigatório o aterramento e a colocação de cercas em terrenos baldios.

Em 1799 a Câmara Municipal definiu que as novas edificações deveriam ter na sua fachada dezessete palmos e meio de altura e as portas onze palmos e meio com cinco de largura, além de vergas (parte superior do batente) circulares.

A iluminação elétrica chegou apenas em 1928. Antes disso a cidade era iluminada por lampiões com óleo de baleia.

Percebe-se que nas esquinas possui 3 cunhais de pedra lavrada, formando assim um triangulo imaginário, tal símbolo representa a Maçonaria, que é muito presente na cidade. Os beirais da casa são símbolos de ostentação, Se o beiral fosse decorado e pintado, indicava que o dono da casa era rico. Se o beiral fosse simples e não fosse enfeitado, significa que o morador da casa era pobre. Existem três tipos de beirais nas casas do centro histórico: a cimalha (beiral coberto com madeira), o cachorro (beiral com caibros a vista) e a beira-seveira (beiral formado por duas ou mais camadas de telhas).
As janelas de vidro foram introduzidas nas casas a partir do século XIX. Antes disso eram usadas grades de treliças que possuíam boa ventilação além de permitir enxergar a rua sem que os transeuntes conseguissem ver dentro das casas.

Alem da questão histórica e arquitetônica, Paraty chama atenção também por 2 principais eventos na cidade, que ocorre geralmente Julho/Agosto.
A FLIP (Feira Literaria Internacional de Paraty) http://www.flip.org.br/
E o Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty http://www.paraty.com.br/feriados/festivaldapinga/

E falando sobre pinga: O sucesso da pinga foi tão grande que, de iguaria apreciada pelos escravos e consumido durante as “festas dos negros”, passou a concorrer diretamente com os famosos vinhos portugueses, o que levou o rei D. João VI a tentar, inutilmente, proibir a produção da bebida nos alambiques de Paraty.
Mas qual a diferença de pinga e cachaça? Cachaça seria a aguardente destilada das sobras da produção do açúcar (borra ou melaço). A pinga seria obtida pela fermentação e destilação do caldo de cana.
Atualmente, a pinga é a bebida destilada mais vendida no mundo. Na Alemanha, é a segunda bebida alcoólica mais consumida, perdendo apenas para a cerveja.

CURIOSIDADES

  • Paraty durante o período colonial chegou a ser o 2º maior porto do País em importância.
  • Por um determinado período o ouro que saia de Minas Gerais para Portugal era escoado por Paraty, e por esse motivo Paraty ficou conhecida como “CAMINHO DO OURO” marítimo terrestre.
  • Paraty conserva ainda hoje uma influência muito forte da maçonaria nas construções locais, que pode ser facilmente observada, tanto nos alinhamentos dos prédios, como nos desenhos decorativos com elementos a que se atribui certos significados a esta entidade.
  • O traçado das ruas do centro histórico foi feito pelos maçons. Além de manifestar elementos do misticismo maçon o as ruas foram desenhadas de modo a dificultar uma eventual invasão a cidade. Alguns símbolos maçônicos decoram vários sobrados da cidade.
  • Paraty durante a invasão do Rio de Janeiro por saqueadores piratas, foi a cidade que mais contribuiu no pagamento do resgate do Governador, esse pagamento foi feito em Açúcar, Ouro e Gado. Paraty deu a maior contribuição para pagar o resgate.
  • Paraty esta ao nível do mar e por esse motivo, as ruas são invadidas pela maré mais alta e por isso Paraty, é conhecida como a VENEZA BRASILEIRA. Parte do Centro Histórico de Paraty se encontra atualmente no nível do mar. Desse modo as águas invadem a cidade na maré cheia, lavando as ruas. Não se sabe se ele foi construído assim ou se o centro histórico está lentamente afundando!
  • Para construção de seu conjunto arquitetônico, foi utilizada uma espécie de argamassa, composta de óleo de baleia e cascas de marisco moídos.
  • As Igrejas de Paraty, foram construídas com pedras vindas de Portugal como lastros em navios e aqui, eram deixadas para que na viagem de volta, fossem carregados de ouro e outras especiarias brasileira.
  • Quase 200, foi a quantidade de engenhos de aguardente que Paraty chegou a possuir e dos que resistiram, existem apenas cinco que mantém até hoje a antiga tradição de fermentar a garapa com pedras de cachoeiras, que após ser esquentadas em fogo, são jogadas dentro dos tonéis.
  • Conhecida no mundo inteiro por sua qualidade e seu buquê inigualável, a “Pinga de Paraty já foi bebida em versos e prosas, podemos tomar como exemplo Carmem Miranda que cantou… ” Vestiu uma camisa listrada e saiu por ai em vez de toma chá com torrada bebeu Paraty.
  • A estrada que ligava Paraty às Minas Gerais foi aberta pelos índios guaianás. Com o ciclo do ouro ela foi ampliada pelos colonos e passou a se chamar Caminho do Ouro. Ainda hoje restam partes do caminho que pode ser percorrido com um guia.

MITOS E LENDAS

A Noiva da Santa Rita
Em meados do século XIX, um jovem casal apaixonado marcou casamento na igreja Santa Rita. Sem ninguém saber o porquê, a noiva morreu poucas horas antes de ir para o altar. Dois dias depois, o noivo acorda desesperado, implorando para abrirem o caixão – enterrado na própria igreja – dizendo que a sua amada o estava chamando. Os amigos, achando que ele estava ficando louco, tentaram acalmá-lo, mas não abriram o caixão. Durante muito tempo, pessoas que passaram a noite no largo da igreja Santa Rita, dizem terem visto um fantasma vestido de noiva bebendo água no chafariz localizado em frente à igreja. Muitos anos depois, quando foram retirar os restos mortais, perceberam que o esqueleto estava virado, significando que a noiva deve ter morrido de sede dentro do caixão. O padre da igreja, para evitar que o fantasma continuasse saindo para beber água, mandou fazer um poço dentro da igreja. O fantasma nunca mais foi visto fora da igreja. O chafariz do largo e o poço da igreja existem e estão no mesmo lugar até hoje.

O Tesouro de Trindade
O povoado de Trindade é repleto de histórias de piratas que usavam o local para descanso e abastecimento de água e comida. Dizem que há um tesouro, roubado do império Inca por piratas espanhóis, enterrado em algum lugar de Trindade. Na segunda metade do século passado apareceram caçadores de tesouros escavando vários locais em busca desse tesouro. Muitos sítios arqueológicos foram destruídos por causa dessa lenda.

O Corpo Seco da Toca do Cassunga
Conta o povo que na Toca do Cassununga, próximo à praia do Jabaquara, foi enterrado um homem que durante a vida fez tanto mal que quando morreu, nem Deus nem o diabo quiseram recebê-lo. A própria terra não aceitou seu corpo, obrigando-o a vagar na calada na noite, assustando as pessoas que por ali passam.

O Espírito do Escravo
Guardião do tesouro No período colonial quando os senhores de engenho queriam esconder suas riquezas, enterravam-na próximo a uma árvore junto com um escravo, pois acreditavam que o espírito do escravo protegeria o tesouro dos ladrões. Anos mais tarde descobriram que o espírito não deixava nem o próprio senhor de engenho mexer no tesouro.

A Praga do Padre
Em meados do século XIX chegou em Paraty um padre com forte simpatia à proclamação da república no país. Após algumas missas onde além de religião se falava das vantagens de uma república, o padre acabou sendo expulso da cidade pelos conservadores habitantes à “socos e ponta-pés”. Antes de sair o padre rogou uma praga: “àqueles que tinha excedido nas hostilidades ficariam com a perna direita inchada e deformada como ficou a sua e, para a cidade, haveria um grande atraso durante um século inteiro”. Coincidência ou não, no período de 1870 à 1950 a cidade viveu uma grande recessão. E diz o povo que ainda hoje existe uma família que tem a perna direita deformada.

A serpente de Nossa Senhora dos Remédios
Os mais antigos contam que escondida no terreno da igreja Matriz, com a cabeça embaixo do altar de Nossa Senhora dos Remédios e a cauda próxima ao rio Perequê-Açu, está uma imensa cobra dormindo, graças ao poder de Nossa Senhora. Entretanto se a imagem da santa for retirada por mais de trinta dias a cobra acordará.

DEZ PASSEIOS EM PARATY

1 – Passear de escuna
Os passeios de escuna são praticamente obrigatórios em Paraty. O passeio dura cerca de cinco horas e as escunas, que saem do cais da cidade entre 10 e 12h, param em quatro lugares – entre praias e ilhas. Há bebida e comida a bordo. Quem viajar com um grupo grande de amigos pode alugar um barco só para o seu grupo. Essas embarcações levam até dez pessoas, e o preço acaba saindo quase o mesmo. A negociação pode ser feita diretamente com o marinheiro, no cais, ou ainda através de agências de turismo.

2 – Mergulhar nos aquários naturais
Em algumas das paradas das escunas, você pode mergulhar em verdadeiros aquários naturais. Águas limpas, através das quais é possível observar peixinhos nadando ao seu redor. Uma experiência única e inesquecível.

3 – Dar um pulinho em Trindade
Localizada a apenas 30 quilômetros de Paraty, Trindade é uma vila de pescadores com cenários paradisíacos. O acesso é pela Rodovia Rio-Santos, na altura do km 268. Entre as praias de Trindade estão a Praia Brava, a Praia do Cepilho (muito procurada para surfe), a Praia dos Ranchos, a Praia do Meio (onde barqueiros oferecem passeios turísticos), entre outras. A Praia das Figueiras ou Praia dos Pelados é famosa pela prática do naturismo.

4 – Visitar as cachoeiras
Paraty tem várias cachoeiras belíssimas e você não pode deixar de conhecer pelo menos uma. Uma dica é a Cachoeira da Pedra Branca, com dois saltos de cinco metros de altura. A água é um pouco fria, mas o banho vale a pena. Há pequenas piscinas e duchas naturais no local, o que só torna o passeio ainda melhor.

5 – Visitar lojinhas de artesanato
As opções são muitas: artesanato em tecido, em madeira, em fibras vegetais, em papier maché. Tem para todos os gostos e bolsos. Passar algumas horas visitando as lojinhas de artesanato, espalhadas pelo centro histórico de Paraty, é uma delícia, mesmo para quem viajou sem a intenção de gastar muito.

6 – Fazer o Caminho do Ouro
O Caminho do Ouro, que ligava Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, é a estrada construída pelos escravos entre os séculos 17 e 19 e é por ela que os mineiros traziam o ouro. O local está preservado e está cercado pela beleza da Mata Atlântica do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Há várias opções de trekking pelo Caminho do Ouro, com paradas em cachoeiras, alambiques, entre outras paisagens.

7 – Nadar no Poço das Andorinhas
As águas do poço são claras e com temperatura ótima para banhos. Há, ainda, no local uma ducha natural. Os visitantes procuram muito o local também por causa de um escorregador natural que se forma abaixo do poço.

8 – Passear pelo centro histórico
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, o centro histórico de Paraty foi erguido entre os séculos 17 e 19, e está localizado entre o Rio Perequê-Açu e a Baía de Paraty. Ele é formado por casarões coloniais e igrejas. Carros não podem trafegar pelas ruas, que mantém seu calçamento em pedras. Alguns sobrados são ocupados por bares, restaurantes, pousadas e lojas de artesanato.

9 – Ir a um espetáculo de Teatro de Bonecos
O grupo Contadores de Estórias manipula bonecos de pano e espuma em espetáculos premiados em vários países. As apresentações acontecem às quartas e sábados, no Teatro Espaço. O teatro não é muito grande, tem apenas cem lugares e é bom fazer reservas. Mais informações: (24) 3371-1575.

10 – Visitar a Casa da Cultura
A Casa da Cultura funciona em um casarão bonito e foi aberta ao público em 2004. No local, há exposições temporárias e uma exposição permanente, que exibe em vídeo depoimentos de moradores e visitantes de Paraty. Mais informações: (24) 3371-2325.

DIFERENÇA DE PARATY (RJ) E OURO PRETO (MG)

Estive em Ouro Preto (MG) em outubro de 2013 (vide relato: http://www.mochileiros.com/ouro-preto-25-26-27-outubro-2013-t88105.html ) e pelas minhas primeiras impressões pensei que Paraty fosse tipo a irmã distante de Ouro Preto, doce ilusão!
Pode ser Adotiva, Bastarda…talvez!? hehe

Embora sejam semelhantes em alguns aspectos, outras são totalmente opostas, mas intimamente ligadas.
Ambas cidades fazem parte do famoso “Caminho do Ouro”, tem uma forte influência de Portugal e sua principal atração é voltada a sua história, cultura e arquitetura.

Mas afinal, uma vez apontada as semelhanças, quais são as diferenças?

Ouro Preto: Os senhores de engenho ostentavam seu poder construindo igrejas.
Paraty: Em Paraty, ostentavam em suas próprias casas, atenção aos beirais da casa.

Ouro Preto: As ladeiras existem para dificultar o acesso para extração do ouro e demais minérios
Paraty: Ruas planas, para facilitar o acesso às embarcações com os produtos que seriam levados para Portugal (ou deixados no Brasil)

Ouro Preto: uma cidade altamente católica e que não faz questão nenhuma de esconder isso
Paraty: uma cidade voltada a Maçonaria, com muita mensagem subliminar, característico da crença.

Ouro Preto: Sua estrada (ladeiras) foi feita por escravos, muitos vindo da África.
Paraty: estrada feita por índios brasileiros

Ouro Preto: realizavam a extração de ouro e demais minérios
Paraty: Embarcavam com os ouros e minérios extraídos de Minas Gerais

Todavia, ambas as cidades possuem uma enorme igualdade… Ambas tem uma identidade muito fortificada com a degustação de bebida destilada (pinga, cachaça…)

SAM_4857

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