Livro: A Arte de Viajar (Alain de Botton)

Sem sombra de duvidas, foi o livro mais interessante que li em minha vida, não pera… foi também o livro que mais se encaixou no momento em que estou vivendo.

000

“A Arte de Viajar” de Alain de Botton trata-se de um livro de filosofia que assim como o nome sugere, fala-se de viagens, dos aspectos dos seres humanos em gostar desse habito. No entanto, aborda questões mais complexas como por exemplo seu olhar sobre as coisas, não basta ser um simples “vou ali pegar um avião, fazer checkin no facebook, tirar umas fotos e já volto”, mas de pegar um trem/ônibus, algo mais lento e observar a paisagem ao redor, não se prender a futilidades do mundo moderno e aproveitar cada momento da viagem. Também não se trata de distancia percorrida, afinal, a beleza do local não se vende no banners de agencia de turismo, é uma questão de espírito ou fase emocional.

Poderia ficar descrevendo muitas e muitas belas palavras sobre o livro, no entanto, destaco aqui alguns grifos que realizei ao longo da leitura para que possa despertar um interesse para você que assim como eu, esteja vivendo uma fase de “viajar através dos livros”.

001

“Lembrei-me de como, no calor intenso do verão anterior, eu me estendera no solo e descalçara os sapatos para deixar que a relva acariciasse meus pés e de como esse contato direto com a terra me dera uma sensação de liberdade e expansão, com o verão rompendo os limites habituais entre o ar livre e ambientes fechados e permitindo que eu me sentisse tão a vontade no mundo quanto em meu quarto.” (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

002

“Se nossas vidas são dominadas pela busca da felicidade, talvez poucas atividades revelem tanto a respeito da dinâmica desse anseio – com toda a sua empolgação e seus paradoxos – quanto o ato de viajar” (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

003

“Somos inundados por recomendações sobre os lugares para onde viajar, mas pouco ouvimos sobre como e por que deveríamos ir – embora a arte de viajar pareça evocar naturalmente uma serie de questionamentos nem tão simples ou triviais, cuja analise poderia contribuir, de forma modesta, para uma compreensão daquilo que os filósofos gregos lindamente chamavam de eudaimonia, ou desabrochar humano” (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

004

“Já dizia Baudelaire: ‘Sempre me parece que estarei bem onde não estou, e essa questão sobre o deslocamento ocupa perenemente minha alma” (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

Se a placa causa tanto prazer é, em parte, por oferecer a primeira prova conclusiva de que se chegou a algum lugar. Ela é um símbolo do exterior. Embora talvez não se destaque a um olhar desatento, essa placa jamais existiria exatamente assim em meu país. [ a placa era a promessa de felicidade] (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

005

Neste momento, quando muitas dessas paisagens flutuam em minha mente, sinto um enorme prazer ao pensar que talvez praticamente nenhum dia de minha vida se passará em que eu não extraia alguma felicidade dessas imagens (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

006

Vasculhei a paisagem com o olhar. Eu não buscava algo em particular: nem predadores, nem casas de campo, nem lembranças. Minha motivação era simples e hedonista: eu buscava a beleza. (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

E a medida que viajamos em busca de belezas, obras de arte podem, aos poucos, influenciar os lugares aos quais gostaríamos de viajar. (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

007

Van Gogh disse: ‘ os artistas eram capazes de pintar uma parte do mundo e, assim, abrir os olhos dos outros. (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

Um impulso dominante ao nos depararmos com a beleza é o desejo de nos agarrar a ela: possui-la e conferir-lhe peso em nossas vidas. Sentimos a necessidade de dizer: “Eu estive aqui, vi isso e foi importante para mim. (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

008

No mundo, sempre houve mais do que os homens podiam ver, por mais devagar que caminhassem, e não poderão ver melhor andando depressa. As coisas realmente preciosas são o pensamento e a visão, não o ritmo. (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

009

Muitos lugares nos parecem belos não em função de critérios estéticos – porque as cores combinam ou há simetria e proporção -, mas por fatores psicológicos, por corporificarem valores ou estados de espíritos importantes para nos. (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

010

Aprendi a olhar ao meu redor como se nunca tivesse estado naquele lugar antes. E, aos poucos, minhas viagens começaram a dar frutos. (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

011

Viajar sozinho parecia uma vantagem. Nossa reação ao mundo é decisivamente moldada pelas pessoas que nos acompanham, trabalhamos nossa curiosidade para nos adaptarmos as expectativas de outros. (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

012

Alexander von Humboldt dizia: Eu era movido por um anseio incerto de ser transportado de uma vida cotidiana tediosa para um mundo maravilhoso. (A Arte de Viajar, Alain de Botton)

013

Faça boa leitura ou  uma boa viagem,enfim…vc entendeu!

Anúncios

2 comentários sobre “Livro: A Arte de Viajar (Alain de Botton)

  1. Pingback: Livro: Mundo Afora, Mel Lisboa | Ná Feliz Cidade

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s