O que aprendi no Intercambio

Terminei a faculdade, o que fazer?
Uma palavra entra em minha vida: Intercambio.
Pesquisas, planejamentos, economias fazem parte de minha rotina.
O grande dia chegou – 31/07/2015- estava eu la no grande avião e em breve eu conheceria aquilo que desde criança via em filmes: Golden Gate, Las Vegas, Hollywood Sign e por ai vai… Olhar com meus próprios olhos e poder toca-las foi fatalmente a realização de um sonho.

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Yosemite Park

Mas alem disso, o que aprendi?


Bem…Viver ultrapassa entendimentos, cria expectativas, inspira.
Lembro-me que olhava cada pedacinho dos lugares que passei, via minhas pesquisas e planejamento sairem do papel, cada olhar era um flash (seja em minha memoria ou numa camera digital).

Casas, parques, prédios, vitrines, pessoas, nada era passado despercebido, tudo era muito diferente do que tinha vivido, um olhar romântico sobre as coisas, com meu fone de ouvido através das musicas milimetricamente escolhidas, tudo aquilo se tornava um videoclipe. Só queria estar ali de fone no ouvido vendo a vida passar.

Alem das musicas, trechos dos livros que li, vinham em minha mente, faz todo o sentido, quando Alain de Botton, no livro “A Arte de Viajar”, disse : “Somos inundados por recomendações sobre os lugares para onde viajar, mas pouco ouvimos sobre como e por que deveríamos ir – embora a arte de viajar pareça evocar naturalmente uma serie de questionamentos nem tão simples ou triviais, cuja analise poderia contribuir, de forma modesta, para uma compreensão daquilo que os filósofos gregos lindamente chamavam de eudaimonia, ou desabrochar humano

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Golden Gate Bridge – San Francisco CA

Aprendi e evidenciei mais ainda que viajar, traz consigo paixão aos seus olhos, onde tudo é muito lindo e perfeito.
Incrivelmente, as pessoas que conheci eram as mais simpáticas e amigáveis do mundo; a escola era a mais didática possível, pois conseguia absorver facilmente os conhecimentos ali transmitidos; os lugares acompanhados sempre de um ceu que parecia ser pintado com uma tinta guache azul-perfeito, deixavam os dias sempre registrados em minha memoria como “the perfect day” e foi assim pelos longos 30 dias que vivi intensamente naquele pedacinho abençoado por Deus dos Estados Unidos, chamado Califórnia. Inegável que o tal do “California Dream” eu tenha conhecido e melhor ainda: vivido.

Mas voltar pra casa, traz uma tristeza, ainda mais quando acompanhado de noticias que seu pais está nada agradável e a politica cada vez mais corrupta, ou seja, pra mim foi (e ainda é) uma grande tortura, quando encara sua realidade, sua rotina, sua cidade. Talvez seja por isso, que demorei 7 meses para escrever sobre as minhas experiencias nessa viagem.

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GRU – Aeroporto de Guarulhos, SP Brasil

Sendo assim, foi mais fácil cair na real, daquele lindo sonho que vivi na California, dizendo adeus ao que se excedeu na bagagem e acabou ficando pelo meio do caminho se mostrando substituível, para dar lugar a todo o novo que tenho pela frente, as 365 páginas em branco que tenho para colorir.

Deixo tudo bem guardado em 2015 e parto para novas expectativas, anseios e metas levando apenas o aproveitável. Sigo novos para novos voos, novas perspectivas, rumos, com lindos horizontes, com tudo que não tem o tamanho do quero dizer, tudo que vai além das minhas palavras, mas que é entendido pela alma e desejado pelo coração.

Trago comigo, para o novo ciclo que se começa todas as experiências memoráveis, as pessoas marcantes, os sentimentos interessantes, as canções vibrantes, emocionantes, dançantes e os verbos como “conhecer, descobrir, avançar, aprender” que nasceram comigo e me fazem exercitar a liberdade que me foi dada.

Enfim, guardarei 2015 (mais precisamente o mes de Agosto) em um mural de fotos, em uma vasta lista de canções, filmes e recordações mas também irei guardá-lo como um dos anos de realizações significativas e decisivas na minha história, um ano que pude amadurecer, desejar mais e principalmente realizar e desafiar o impossível.

Obrigada Califórnia, por tudo… pelas pessoas, pelas experiencias, por realizar meus sonhos, mas agora, sinto muito, preciso seguir, mas prometo voltar.

Em 2016 já estão depositadas as grandes expectativas, que eu consiga ir até onde os sonhos Deus puderem me levar. Se 2015 foi ótimo 2016 precisa ser excelente. A gente se ver por lá, a estrada é longa, e como diz Nando Reis

Estradas não faltavam. Faltava o combustível

 

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11 comentários sobre “O que aprendi no Intercambio

  1. Oie. Quanto +/- você gastou no seu intercambio? Digo, considerando todos os passeios, viagens, comida, etc?! Estou planejando ir no começo do ano que vem e gostaria de ter uma base pois desejo passar por todos esses lugares.

    • Oi Ana, essa resposta pode ser mais complexa do que se possa imaginar. Pois fui numa época onde é considerado Alta-Temporada (verão) e o dólar na época estava altíssimo ($4,20 a última cotação qdo corajosamente comprei meus últimos dolares), também me dei a certos luxos (economizei em uns lugares e gastei em outros)

      Mas tendo essas condições acima, posso dizer q foi uma média de 15/20mil reais considerando TODOS os custos, tais como, passagem ida e volta, as passagens internas, aluguéis de carro, hospedagem, passeios, a matrícula na escola, homestay, etc…

      De qualquer modo, foi um dinheiro muito bem gasto e já estou planejando a parte 2, saudades enormes da Califórnia

      • Oi Nath, muito obrigada pelo retorno! ^^ É sempre bom ter um base, eu estava sem noção nenhuma de quanto gastaria. Outra coisa que queria perguntar, vi que você ficou 4 dias em Vegas e alguns outros dias em Los Angeles.. hotel, passagem e tals, você viu com antecedência antes de viajar ou lá mesmo?
        Em relação ao inglês, você acha que andar com brasileiros na viagem atrapalhou no seu aprendizado ?

      • Oi Ana
        Então… Só de escola foi quase r$10mil, o restante foi os demais gastos como alimentação, hospedagem, transporte…

        Tanto Vegas quanto Los Angeles as passagens, hospedagens e passeios (ingressos) já tinham sido vistas e pagas antes da viagem. Em geral, compras realizadas com antecedência é um modo de economizar e não afetar seu orçamento.

        Sobre andar com brasileiros, no meu caso não atrapalhou, pq ambos falam inglês, em momentos a gente falava inglês e outros português, mas sei onde vc quer chegar…
        Eu penso q é uma questão de foco sabe? Na escola, tinham brasileiros e foram bem inconvenientes ‘fugindo’ de mim, como se o meu foco não fosse o mesmo q eles, eu também estava ali para aprender inglês, conviver com pessoas da mesma nacionalidade não iria interferir meu objetivo, tudo é uma questão de foco e disciplina, as vezes aprender inglês com pessoas q tem o mesmo idioma q o seu, te ajuda a entender expressões que estão bem longe de qualquer dicionário

    • Conheci a Natália numa rede social, chamada Mochileiros.com, trata-se de uma galera que viaja, pedindo dicas, companhia ou dando relatos de suas experiências.
      Ela estava indo pra lá sozinha, no mesmo período q eu, então combinamos de viajar juntas. Embora ela mora num estado vizinho, eu apenas a conheci pessoalmente em Vegas (q delícia né?), mas até então, nosso contato foi virtual antecedente a viagem

  2. E quanto você pagou na sua passagem? Estou achando absurdamente caro :O Ando buscando CBWxLAX e CBWxSFO mas o mais barato que encontrei foi 3500 pra LAX e 2500 pra SFO mas voltando depois que acabar minha estadia na homestay e ficando 8 horas no aeroporto em cada troca de avião 😦

    • Ana, preços de passagens são relativas em relação ao período, ao valor do dólar, a premissa de oferta x demanda… Nunca sei qual a mágica de ter preços tão altos/baixos.

      Na época, encontrei uma promoção e se não me engano foi algo aproximado a R$2mil ida e volta.
      Entretanto, se você leu outro post, vai identificar que meu voo ida/volta foi por Los Angeles o qual peguei um ônibus até San Francisco (por U$7)

      Recomendo pesquisar por esses aeroportos também, voos para San Francisco sempre foi mais caro, sem contar que não há voo direto saindo do Brasil, fazendo com que a viagem pra lá seja hiper cansativa.
      Obs:ambos meus voos pro Los Angeles foi direto, sucesso!

    • Levei apenas dinheiro vivo e cartão de crédito por garantia se acontecesse algo.
      Usei doleira no início, mas depois me senti segura e já não usava mais

      Óbvio q utilizar o cartão vtm, torna-se mais seguro, mas há um custo e eu corri esse risco não utilizando

      Não passei apuro, apenas meus cuidados como qqer lugar

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