Aquele Amor

Todo mundo tem um amor que sempre será amor.

Aquele amor que passou, devastou e deixou só a poeira da saudade.

Aquele amor que, ao lembrar, sentimos o cheiro, o gosto e o beijo. Sentimos as dores e as alegrias vividas.

Aquele amor que queríamos que fosse pra sempre. Que achávamos que seria. Mas não foi. E nem era pra ser, na verdade.

Aquele amor que nos arrancou suspiros, lágrimas e sorrisos sem motivos. Nos tirou o sono e às vezes até a vontade de existir. Nos tirou do chão, do eixo e do que costumávamos ser.

Aquele amor que nos fazia acreditar que o mundo só teria cor, se tivesse ele ao nosso lado.

Mas que bobagem…

Aquele amor que nos cegou e nos fez esquecer por vezes dos nossos valores, do que acreditávamos de fato e do que queríamos pra nossa vida. Porque, naquele momento, a nossa vida era esse amor. Vivíamos para ele.

Mas que falta de amor próprio…

Aquele amor que nos fazia feliz, mesmo quando nos fazia triste. Porque não suportávamos a ideia de viver longe, de não poder sentir o cheiro e se aconchegar naquele abraço.

E que abraço…

Aquele amor que deixava nosso dia colorido, mesmo quando não estava do nosso lado, mas sabíamos que aquela saudade tinha data de validade.

Ah, essa saudade, é a melhor de se sentir…

Aquele amor que tanto nos machucava, tanto nos deixava inseguros, mas a gente insistia que era amor, que tinha que ser, que o destino era ficarmos juntos, mesmo que em pé de guerra. Mesmo porquê, do que nos vale o mundo, se não temos o nosso amor do nosso lado?

Mal sabíamos que nem só de amor sobrevive um relacionamento…

Aquele amor.

Aquele amor que não acabou.

Aquele amor que, de tão amor, sufocou. Nos deixou sem saber pra onde ir, quando foi pra longe.

Aquele amor que deixou nosso coração estraçalhado quando encontrou outro amor pra amar.

Aquele amor que cantou, interpretou e viveu nossa trilha sonora com outro amor.

Ah, amor bandido…

Aquele amor que era tão lindo, que a melhor saída foi preservar.

Aquele amor que, mesmo ainda sendo amor, sabíamos que já não éramos os mesmos e não amaríamos mais o que nos tornamos.

Aquele amor que foi embora, mas deixou muita bagagem pra carregarmos sozinhos.

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