Como e por onde anda você?

Me conta como está sua vida, seus planos e todos aqueles seus sonhos.

Me fala sobre você, sobre a pessoa que você se tornou e sobre as coisas que você conquistou nesse tempo.

Vez ou outra me pego pensando em como você deve estar e sinto vontade de te contar sobre como estão as coisas por aqui também.

Acho que você iria gostar de saber que eu estou trabalhando em um lugar legal, que eu saí da casa dos meus pais há alguns meses e divido um apartamento incrível com uma amiga e que estou em vias de realizar aquele sonho antigo de fazer intercâmbio.

Sabe, até hoje não encontrei alguém que me fizesse sentir o que eu sentia com você. Não sei se isso é bom ou ruim. Eu não encontrei alguém que me tirasse a paz e nem que me fizesse sentir borboletas no estômago. Não encontrei alguém que eu sentisse vontade de compartilhar meus medos, meus sonhos e as coisas do dia a dia.

Parece que cada pessoa que conheço, procuro um pouco de você, um pouco do seu cheiro, do seu jeito e do seu olhar.

O mais engraçado nisso tudo é que, quando eu encontro, não me agrada. Acredito que por dois motivos: um porque, obviamente, não é você e outro porque seu jeito foi um dos motivos para não termos dado certo.

Eu e meu jeito contraditório de ser e de levar a vida, né?!

Hoje, parando para pensar e avaliar esses anos todos e essa minha pira constante em você, sinto que ainda tenho um sentimento de culpa muito grande em relação a nós.

Não que eu ache que você é o amor da minha vida e que eu espero que um dia a gente fique juntos. Nada disso. Mas acho que eu deixei marcas dolorosas na gente.

Ver que você seguiu sua vida e está feliz me deixa feliz. De verdade.

Mas o sentimento de culpa que eu tenho, não me deixou, até aqui, seguir também nesse aspecto.

Você nunca demonstrou sentir mágoas de mim, mas, ainda assim, eu sinto que algo entre nós ficou mal resolvido.

Entre a gente tudo sempre foi resolvido através de brigas e discussões e eu sempre fiquei esperando uma oportunidade para conseguirmos conversar como dois adultos e deixar as coisas bem resolvidas entre nós.

Eu tenho muita dificuldade de iniciar uma história sem ter colocado um ponto final em outra. E, por mais ridículo que possa parecer, mesmo tendo se passado anos, eu não consegui colocar um ponto final nas páginas do meu livro que dizem respeito a você.

Te escrevo agora, como costumava fazer antes, para externalizar meus sentimentos e, de alguma forma, colocar um ponto final definitivo nisso tudo.

Não quero mais a culpa. Quero só a alegria de saber que tive a oportunidade de viver uma história tão conturbada quanto edificadora. Tive a oportunidade de ter tido um amor que me fez crescer e amadurecer e que eu pude contribuir com ele de alguma forma também.

O que eu quero agora é que, se um dia eu te encontrar pela vida, eu consiga te enxergar como uma boa lembrança do passado. Porque é isso que somos um paro outro. Mas que seja uma lembrança leve, sem mágoas, sem culpa e sem sentir que ficou algo pendente. Porque não ficou.

Para você, isso tudo pode soar sem propósito e tardio, mas aqui dentro ainda existem resquícios de amor e de saudade que precisam ser ressignificados pra eu conseguir abrir meu coração e deixar coisas novas entrarem.

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