O que fazer em Kyoto, Japão?

Nos despedimos de Nara com muita emoção.

A estadia em Kyoto prometia, afinal, ainda na Kyoto Station vimos diversas pessoas de kimono, algo que nao tinhamos visto com tanta frequencia em Osaka, saindo da estação de metro a caminho do nosso hotel, ja percebemos que Kyoto tinha um “Q” a mais de cultura a nos oferecer, nao apenas pela forma que as pessoas se vestem, mas por suas vielas, pela arquitetura e aquele ar romantico que pode-se dizer: estou no Japão!!

Se eu te falar qual filme japonês lhe vem primeiramente na cabeça? Provavelmente seja Memórias De Uma Gueixa, não a toa, que boa parte dele foi filmado na cidade o qual havíamos acabado de desembarcar.
Sim, Kyoto é uma cidade grande, bem turistica, mas que tambem é reconhecido por ainda preservar os costumes japoneses, especialmente pelos diversos templos (budistas e xintoístas) espalhados pela cidade e gueixas que andam timidamente pelas ruas (especialmente no bairro Gion).

Ainda sobre os templos: foram eles que salvaram a cidade da bomba atômica na 2º Guerra Mundial. A cidade estava na lista de prioridade dos Estados Unidos, que por sinal, decidiram mudar de ideia, uma vez que preferiram mudar por Nagasaki e preservar os templos, evitando assim, maior comoção da nação niponica.
Impreterivelmente inclua essa cidade em seu roteiro, independente de sua religião, visitar os templos, andar pelas vielas, namorar as casas baixas de madeira, aguça nossa imaginação e as belezas de um passado ainda presente no Japão, que por sinal, era fechado para o mundo, mas muito imerso em suas raízes culturais.

Nos hospedamos no Court Hotel Kyoto Shijo, este sim nós recomendamos, possui uma otima localização, bom atendimento e limpeza impecavel.

O hotel ficava próximo da Avenida Shijo-Dori, uma rua bem extensa, rica em comercio, ali estava decidido passar nossa noite, nos direcionamos ate o bairro de Gion, que embora tenha um santuário xintoísta Santuário Yasaka-jinja provavelmente o mais conhecido da cidade, guarda muitas surpresas, fatalmente as Gueixas por la existente, sejam a principal atração, mas não va com muita sede ao pote, não é tao facil encontra-las, muitas ficam em casa de chá, ou casas de shows na chamada Gion Corner que todo começo de noite tem apresentações de artes tradicionais como cerimônia do chá, ikebana (arranjo de flores), dança, música e teatro performados por elas. É um local para turistas, caro e nao estávamos dispostos a pagar por isso, mas fomos `sorteados`em ver algumas delas no entre-e-sai.

A proposito, que tal ter um dia de gueixa? Vê-las é bacana, conseguir uma foto é complicado, mas já pensou em ser uma gueixa por um dia? Isso com certeza é uma experiência única e que só em Kyoto você vai conseguir.
Uma vez em Kyoto, procure pela Maiko Transformation Studio Shiki . O local fica proximo do templo Kyomizudera, muito conhecido na região e de fácil acesso. É possível agendar a visita, mas não é necessário. Os preços variam, mas a partir de ¥ 5000 voce consiga usufruir da experiencia, eu nao fiz por falta de tempo  mas fica ai a dica.

Não muito longe de Gion fica Pontocho, uma  região com diversos bares e restaurantes, são vielas bem estreita ao lado do Rio Kamo, como estávamos no verão, ao fundo do restaurante eles eles erguem plataformas e fazem um terraço à beira do rio. Os restaurantes são pequenos e concorridos, entramos e saimos de vários, ate que aproveitamos enquanto um grupo saia, para aproveitar sua vaga, fomos bem recebidos, tivemos que retirar os sapatos ainda na entrada, sentamos no chão no rooftop com vista para o rio, pedimos comida e bebida a caráter para nossa primeira noite em Kyoto, foi tudo delicioso! Uma pena, que por ser área aberta, muitos fumavam ali (tristemente frequente demais isso no Japão), mas apos nossa refeição continuamos a explorar a região, ate que

Nishiki Market

 

chegamos no Nishiki Market que é como se fosse um shopping a ceu aberto, diversas lojas, restaurantes, para todos os bolsos e gostos. Inclusive, aos turistas-consumistas-como-eu foi nesse lugar que encontramos uma otima loja de venda de bolsas, compramos nossa melhor mala de rodinhas 110 L por ¥ 3000 (que alias, me arrependi de nao ter comprado mais uma), nao me atentei ao nome da loja, mas se sua intenção é comprar malas, recomendo olhar com atenção nesse lugar. Aos poucos as lojas se fechavam e as ruas estavam cada vez menos populosa, ja era um sinal de retornar ao hotel, acredite se quiser, nas mediações das 22h.

 

 

Com sono,  deitei querendo que aquela noite fosse a mais longa de toda a minha vida.  Não foi tão longa assim,  acordei cedo,  e o café da manhã me animou tanto que mal podia esperar pelo decorrer do dia, afinal, era dia de Fushimi Inari que é o mais importante de todos os santuários xintoístas dedicado a Inari, o deus do arroz. Este templo fica próximo da região produtora de saquê de Fushimi e foi dedicado ao deus pela família Hata, no século XVIII para assegurar a prosperidade do cultivo de arroz na época. O templo situa-se na base da montanha que também se chama Inari e que está a 233 metros acima do nível do mar.

Uma das visões mais icônicas de Kyoto – popularizada pela cena do filme “Memórias de uma Geisha” – é o túnel formado pelos tradicionais portões vermelhos (chamados torii), que guiam seus visitantes por uma rota de peregrinação de aproximadamente 2 horas num percurso de 4km.

Apesar de toda essa parte religiosa, o que atrai os milhões de turistas é o Senbon Torii um grande corredor de torii vermelhos já na subida da montanha. Essa sem dúvida é a melhor parte para lindas fotos, mas uma foto mais exclusiva exige um pouco de paciência. Dica: faça fotos no começo do corredor, mas fique tranquilo que mais para o alto, muitas pessoas desistem da subida e o corredor fica menos cheio, até porque, a qualquer momento da travessia existem trilhas que levam de volta para a base da montanha.

O número de torii, segundo falam, está entre 10 e 30 mil, porém parece que esse número já é bem maior. Os torii ao longo de toda a trilha são doações individuais ou de empresas, visando a prosperidade nos negócios. O nome do doador e a data da doação estão inscritos na parte de trás de cada portão. Por curiosidade, o custo de um torii pequeno fica em torno de 400 mil ienes (aproximadamente 4 mil dólares americanos), podendo chegar a um milhão de ienes, dependendo do tamanho.
Hoje, o deus Inari portanto passou a representar negócios de modo geral. Milhares de empresários japoneses vêm cá todos os anos fazer contribuições à manutenção do templo e pedir proteção ou favores espirituais.

As raposas (kitsune), por sua vez, sempre foram consideradas as mensageiras do deus Inari no Japão, e continuam representadas aqui. São frequentemente retratadas com uma chave na boca, pois são também vistas como as guardiãs do templo.

 

Esse templo é um dos mais famosos de Kyoto, sabendo disso, acordamos cedo e nos deslocamos ate la, chegamos nas mediações das 8h num domingo (6 Agosto), estranhamos, porque o templo estava relativamente vazio, poucos foram os momentos que tínhamos que esperar as pessoas passarem para obter uma “foto exclusiva” e ainda assim no inicio, pois quanto mais subíamos, mais vazio ficava, achei isso sensacional e tiramos diversas fotos.

Meu namorado mais ainda, pois aproveitou o momento para me pedir em casamento. Simmmmm, apos 3 anos de namoro e vivenciando essa experiencia incrível que é viajar pro Japão com ele, fui presenteada 1 dia antes do aniversario dele, não poderia ser mais perfeito, ainda mais naquele templo tão icônico e tão explendido, estou cada vez mais apaixonada por ele e por Kyoto ♥

Enfim…a subida foi árdua, devido ao calor, teve horas que pingávamos de suor, mas nao desistimos e fomos ate o final, percorrendo todo o circuito. Saindo do templo, ja observamos que tiramos a sorte grande, pois o mesmo estava super cheio. Aproveitamos para ver as lojas da região, comprar presentes e nos alimentar nas barracas ao redor.

Retornamos ao hotel ja era aproximadamente 11h, um clima estranho de chuva ja estava se aproximando, que apos um banho, virou um diluvio. Ao ver os noticiários, nada mais era que os efeitos do Tufão n.º 5 trazendo chuvas de 500mm  ele estava passando mais ao sul do pais, e mesmo que estivéssemos ao norte, sofremos com as chuvas.
Naquele dia, passamos o dia no hotel torcendo para que aquilo passasse logo e nao destruisse nosso roteiro e foi assim ao longo do dia.

Dormi com a ansiedade de uma criança, mas acordei com um tempo nublado, ainda assim, corremos para o templo Kinkaku-ji, ou o Pavilhão Dourado. São três andares de estilos diferentes, dois deles cobertos com folhas de ouro que refletem no lago que fica à sua frente. O que se vê hoje é, na verdade, uma réplica do templo original, que foi destruído em um incêndio. Não é permitido entrar no templo, mas não deixe de apreciar o jardim que fica em torno. É possível ver pinheiros que foram plantados pelo xógum há mais de 600 anos atrás.
Construído em 1397 para servir de moradia ao Shogun Ashikaga. Tempos depois, seu filho resolveu transformar a construção em um templo zen. Hoje, o Kinkaku-ji tornou-se em um dos maiores ícones de Kyoto, além de ter sido designado como Patrimônio da Humanidade em 1994.
Há réplicas dele no Brasil: Itapecerica da Serra e Curitiba

Ainda nublado, mas querendo otimizar corremos para outro templo, pensavamos que era proximo, mas ficava do lado totalmente oposto: Toji (Templo Leste) foi fundado no início do período Heian logo após a capital ser transferida para Kyoto no ano de 796. Junto com o extinto templo Saiji (Templo Oeste) e do Rashomon, este local era como o portão para a antiga capital Kyoto. O templo faz parte da seita Shingon do budismo e é listado como Patrimônio Mundial da Unesco desde 1994.

 

O pagoda de cinco andares é considerada a torre de madeira mais alta do Japão, com 54,8 metros de altura. Este templo também tornou-se o segundo mais importante templo budista da seita Shingon, depois da sede situado no Monte Koya. Também tornou-se um símbolo de Kyoto e sua entrada é permitida pelos visitantes apenas em alguns dias do ano.
Chegando la, nao teve jeito: Chuva e muita!!

 

 

Nao tinha outro jeito: abrimos mao de outros passeios que estava em nossos planos, cancelamos a reserva do hotel para os demais dias e seguimos para Tokyo, afinal, a cidade ficava mais ao norte e a previsão era de menos chuva se comparado a Kyoto.

Roteiro:
5 Agosto – Kyoto (noite): Gion, Nishiki Market, Pontocho
6 Agosto – Kyoto: Templo Fushimi Inari
7 Agosto – Kyoto: Pavilhao Dourado e Toji In // Ida para Tokyo

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