Como tirar o visto de turista japonês?

O visto de “Curta Permanência” no Japão pode ser usado para visita a familiares, congressos, viagem a turismo ou somente para conexões em aeroportos japoneses, no entanto, o período máximo de permanência é de 90 dias e não permite realizar atividade remunerada com esse tipo de visto.

Diferente do visto americano, você deve emiti-lo apos a compra de suas passagens e reservas de hospedagens, no entanto, o processo de solicitação nao inclui entrevistas, eba!!

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Você precisa saber disso antes de ir ao Japão

Embora tenha pesquisado minha viagem ao Japão com bastante antecedência, a ficha somente caiu quando estava la, mais precisamente, quando um japonês fofo nos questionou: “De onde vocês são?” e ao responder Brasil, ele com um olhar surpreso diz “Oh meu Deus, do outro lado? Vocês vieram de longe!“.

Verdade!! Não basta enfrentar horas no voo, fazer diversas escalas e enfrentar um louco fuso horário de 12h a mais (se comparado ao Brasil), alem de tudo isso, a cultura, o idioma, tudo é diferente!
Muita coisa já havia lido ainda aqui no Brasil sobre isso, mas outros aprendi durante minha estadia, e sendo assim, resolvi fazer um copilado para que você possa viajar tranquilamente ao Japão

Já que eu fui… eu te conto!

 

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eu fui pra califórnia

você pode ler esse texto ao som de walk – foo fighters 

Eu pensei em fazer um diário de viagem contanto tudo sobre os lugares que passei, o que achei, colocar fotos para ilustrar e tudo mais.

Seria para eu lembrar daqui uns meses ou anos, para mostrar para os meus amigos e ajudar as pessoas que querem fazer o mesmo roteiro.

Porém, minhas redes sociais estão abastecidas com fotos e as pessoas já sabem pelos lugares que passei. Quanto as dicas, bom, há um mundo de blogs, grupos e páginas com dicas incríveis pela internet – as quais não segui nenhuma e acabei quebrando a cara diversas vezes nos meus 25 dias de viagem. Então, acho que minhas dicas não seriam tão valiosas quanto as tantas outras que as pessoas dão por aí.

Então, depois de dias intensos, tudo que me resta é uma vontade enorme de falar sobre como essa viagem foi importante e me ajudou a me conhecer – ou me reconhecer – melhor.

Sempre tive muita vontade de fazer intercâmbio, mas sempre me boicotei por medo. Quando decidi e vi que existia a possibilidade de, enfim, fazer o intercâmbio, pensei bem e optei por ir apenas para passear. Explico: queria ir para San Diego, mas lá eu conseguiria passar apenas um mês estudando, por ser muito caro, e achei que eu não iria melhorar muito meu péssimo inglês. Além disso, tinha a possibilidade de ir pra Irlanda, mas não queria passar 6 meses com muito frio e esperar mais não sei quanto tempo para conhecer a Califórnia (e acho que o medo bateu na porta de novo).

Além disso, eu queria muito ter a experiência de viajar sozinha, mas logo que comprei a passagem acabou que em uma conversa super empolgada com um amigo, curti a ideia de ter cia nessa trip. No fim das contas, outra amiga se empolgou, comprou passagem, e o meu amigo que iria comigo, acabou desistindo por motivo de força maior.

No fim, acabou sendo ótimo não ter ido sozinha, porque é uma viagem muito foda para não ter com quem dividir os momentos.

Em relação ao inglês, achava que me viraria bem, mas o pouco que eu sabia se perdeu durante o voo, porque quando cheguei em Los Angeles soltei um obrigado com sotaque de gringo! Minha vergonha e medo de não ser bem interpretada falaram mais alto, o que me impediu de tentar, mesmo que falhando, e ter a oportunidade de conhecer pessoas de todo o mundo, mesmo que eu precisasse usar o Google tradutor às vezes.

Voltar a estudar inglês entrou na lista de prioridade. Não aceito fazer outra viagem para pedir comida no restaurante e rezar pra vir o prato certo ou para ficar com vergonha do meu inglês ruim e não make friends.

Ah, além disso, planejamento nunca é demais, não é mesmo? Chega de sustos! Na próxima viagem, quero ir com um roteiro melhor e com TUDO RESOLVIDO, ao invés de deixar uma hospedagem ou outra pra depois… (surpresas não tão boas aparecem no nosso caminho e é sempre bom estarmos preparados!)

Claro que eu sempre fui do tipo que gosta de emoção e de deixar tudo pra última hora, mas, meus amigos, quando se está a 10.000 km longe de casa e sem o domínio da língua local, é importante que você esteja pelo menos preparada para não correr o risco de ficar uma noite na rua… calma, não chegou a acontecer comigo, mas poderia ter acontecido…haha

Deixando essa parte de lado, que de certa forma me trouxe muita história engraçada para contar, quero falar sobre como realizar um sonho, fazer uma viagem longa e estar longe de tudo por quase um mês me fez refletir sobre minha vida.

Eu sempre falo que ainda não encontrei meu lugar no mundo, que sou desapegada e me adapto em qualquer lugar… pois bem, realmente isso sempre foi uma coisa que esteve muito forte em mim, até então.

Descobri que, sim, eu quero ser – e sou – do mundo, quero estar sempre em movimento, experimentar coisas diferentes, conhecer novos lugares, nunca me contentar em ficar parada em lugares que não me edifiquem… mas é importante, para mim, ter um lugar seguro para voltar. Nunca pensei que minha vida aqui fosse tão importante pra mim! Isso inclui minha família, minha casa, meu trabalho e meus amigos. Viajar é incrível, mas voltar pra quem e pra onde a gente ama, é melhor ainda…

Fora que eu comi muito mal, né?! Minha mãe foi me buscar no aeroporto com uma marmitinha, porque eu estava morrendo de saudade da comida dela! haha

Agora, falando de expectativa, quero te fazer uma pergunta: quando você conquistou algo que você queria MUITO, qual foi a sensação?

Eu fui com a expectativa muito alta, porque sou dessas, e 60% não aconteceu como eu esperava… nunca poderei dizer que a viagem dos meus sonhos, foi dos sonhos. Já começou com uma notícia muito triste, vinda do Brasil, e no decorrer dos dias algumas outras coisas que saíram do meu controle me deixaram chateada.

O problema maior nisso tudo é a cobrança que eu tenho comigo mesma… eu sempre falho, como todo mundo, mas não sei lidar com as minhas falhas. Fico me punindo, sabe? Algumas coisas eu poderia ter evitado, poderia ter pesquisado melhor e evitado surpresas. Outras coisas, não tinham nada a ver comigo, porque tem coisas que acontecem e não estão sob nosso controle.

Nos últimos dias, se tivesse um botãozinho da desistência, eu teria apertado. Eu já estava cansada, sem dinheiro (ah, vegas) e não aguentaria mais nenhum perrengue… meu sexto sentido já estava me avisando que algo ainda viria.

Mas, vamos pensar pelo lado de que as coisas acontecem como tem que acontecer e que tudo vem para nos ensinar.

O que eu aprendi de mais valioso é que a gente precisa encarar as dificuldades com humor… como a minha friend Monique disse várias vezes: o que não tem solução, solucionado está. Então, a gente segue em frente, chora de tanto rir das desgraças que nos surpreendem no caminho e continuamos no jogo.

A partir daqui, meu exercício diário é exatamente esse, levar a vida de forma mais leve, aceitar o que eu não posso mudar, aprender com os meus erros e continuar lutando pelos meus sonhos.

Tenho tantas coisas para conquistar, que ainda nem consegui definir minhas prioridades. E isso é tão maravilhoso! Lembro de um ano e meio atrás, que eu estava em uma fase tão desanimada e sem objetivos, que parecia que a vida estava me levando para onde ela queria e o que acontecesse estaria bom. NÃO! Não quero isso! Quero mais é resgatar cada um dos objetivos que tinham se perdido no caminho e traçar a rota para chegar em cada um deles.

Agora, é planilhar as contas, pagar todas elas e dar os próximos passos!

Que não me falte nunca motivos para acreditar que eu posso, que eu consigo e que, mesmo que as coisas não saiam como eu planejei, elas acontecem exatamente como tem que ser.

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foto tirada em Yousemite, um dos lugares mais incríveis que estive na vida