Como foi viajar de Ethiopian Airlines? (Brasil x Japão)

Motivada por uma enxurrada de questionamentos e dúvidas com relação a tal companhia aérea, devido ao roteiro alternativo que ela faz, resolvi fazer um post dedicado a isso.
Saliento que trata-se de uma experiência pessoal e única, de acordo com o serviço prestado na minha viagem Brasil x Japão e que está sujeito a alterações numa próxima viagem, que ocasionalmente eu vier a fazer.

Pra começo de conversa…
A passagem ao Japão, numa classe econômica gira algo aproximado de R$3 a 5 mil (ida e volta), também considere que trata-se de uma viagem para o outro lado do mundo, portanto: sim, é caro, longe e cansativo!
Há diversas rotas e companhias aéreas que fazem essa viagem, cada qual com seu preço e diferencial.

A Ethiopian Airlines é uma companhia famosa por diversas promoções de passagens aereas e consequentemente ela tem um “Q” low-cost. Quando você receber um email de “Promoção imperdível para Europa, Africa, Japão…” pode ter certeza que a Ethiopian AirLines está la marcando presença.
E foi num desses emails que paguei 40/50% mais barato a passagem ao Japão, o que me parece muito tentador, mas tem um porém: é a temida Ethiopian AirLines e o itinerário passa pela Africa/China.
Mas vamos por partes, de modo que eu possa explicar um pouco porque ela eh “temida” e o meu ponto de vista logo na sequência.

Com relação ao itinerário, ida e volta eu fiz o mesmo trajeto, como pode observar, o tempo de um voo para o outro foi pouco, felizmente não houve nenhum atraso e tudo ocorreu conforme o planejado.

(01/08/2017) Guarulhos/Brasil (GRU) 1:00 am x Lomé/Togo (LFW) 11:30 am
Lomé/Togo (LFW) 12:30 pm x Addis Ababa/Etiópia (ADD) 9:05 pm
Addis Ababa/Etiópia (ADD) 10:30 pm x Hong Kong/China (HKG) 2:35 pm
Hong Kong/China (HKG) 2:50 pm x Narita/Japão (NRT) 8:20 pm (02/08/2017)

*Os horários dos voos estão respeitando o fuso horário do país

A escala em Lomé (LFW) | Aeroporto Internacional Gnassingbé Eyadéma foi tão rápida e eu nem pude sair do avião, o que por sinal já estava no script. Tratava-se apenas de uma parada para abastecimento e limpeza pá-pum. O mesmo ocorreu em Hong Kong /China.

LFW- Aer. Int. Gnassingbe Eyadema / Lomé,Togo.

Já na Etiópia tivemos que descer, afinal o próximo voo sairia apenas 1h30 mais tarde e haveria troca de aeronave.

Aeroporto Internacional Bole de Addis Ababa (ADD)

Admiro uniforme e acredito que para a empresa, representa muito a identidade e a cultura da mesma, sobretudo, costumo observar ainda no aeroporto a postura elegante das aeromoças, o marketing pessoal, bem como, a mensagem que quer ser transmitida a seus clientes. A Ethiopian não é diferente; apesar de não ser o uniforme digno de passarela-de-moda, ela reforça bem a identidade cultural do país originário da companhia.
Cá entre nos? Aquela recepção achei uma graça, sem contar que apesar da simpatia da tripulação, não falavam nada em português, o inglês era bem carregado com sotaque amárico (idioma proveniente da Etiópia), mas dava pra compreender. Todos os avisos eram amárico, idioma oficial da Etiópia e inglês. Já fui entrando no clima.

Em voos longos, para fugir do tédio, é bom contar com entretenimento, mas a Ethiopian peca nesse sentido, pois embora os aviões sejam equipados com televisões multimídia e diversas músicas/filmes/jogos, boa parte deles eram regionais (Africano), acho bacana quando você usa essa mídia para promover a cultura local, mas qual o problema em colocar uma legenda? Então, se fizer uma viagem dessa com a Ethiopian Airlines, recomendo que o entretenimento seja por conta própria: baixe filmes em tablets, leve um livro, um vídeo game portátil e assim sucessivamente,não se preocupe com bateria, pois todos assentos tem tomada USB.

As poltronas não são tão reclináveis, mas para “otimizar” seu conforto, assim que você entra no avião, as aeromoças lhe dão um “kit viagem“, que contempla: cobertor, um travesseiro (bem fajuto), tampa olho, meias, escova/pasta de dente, fones de ouvido, tudo devidamente embalado e higienizado, simples, mas ok – ajuda.

Numa mesa de bar com os amigos, costumo dizer que: comida de avião e hospital, a briga é boa em saber qual a pior haha, mas da mesma forma que não se pode abusar de pessoas doentes, não pode-se fazer o mesmo com pessoas num avião em longas distâncias (ainda mais na África).
Entre nós aqui : tive uma ótima experiência gastronômica – no padrão avião – pela American AirLines quando fui pro Estados Unidos, mas na Ethiopian…hmmm…
A frequência foi constante, a variedade também, o tempero não me agradou muito, mas isso é tão pessoal, que também nem entro muito nos méritos, mas te garanto que fome você não vai passar, pois há lanches bem “democráticos” como pães com condimentos, salada, biscoito, frutas, bolo, sobremesas. Da mesma forma, que comida mais robustas, tais como macarrão, arroz, carnes, peixes, frango, nada abrasileirado (obvio), mas aquele “quê” africanês. Bebida também é bem variada: vinho, cerveja, sucos, refrigerante, água, chá, café…

Em geral, todas as opções eram boas e bem servidas. O único problema é o tempero, bem característico e completamente diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil. Lembro que em uma das minhas refeições, tinha um frango com molho de amendoim, algo bem agridoce (um sabor esquisito e uma aparência bem pior) e nas outras, os temperos eram muito presentes. Deve ser típico da Etiópia, mas não combinou com meu paladar. Nem tudo eu consegui comer até o fim, pelos sabores muito fortes, mas no geral a comida era “ok”.

Então… O que dizer da Ethiopian, que mal conheço mas considero pacas?
(afinal, ela foi responsável pela realização do meu sonho de conhecer a terra do sol nascente)

O problema em si, são as pessoas frequentadoras no avião/aeroporto, são “desprovidas” de higiene e fatalmente o que se fala por ai com relação ao odor, concordo! Mas na minha experiência: nada absurdo a ponto de ser insuportável. Eu sinceramente estava tão cansada, ansiosa e angustiada de ficar tanto tempo dentro de um avião, que isso foi o menor dos problemas, porem agradeço por ter viajado com um chinês limpinho na ida e voltar com um brasileiro na volta.

Oras, eu havia pago um valor bem inferior ao que se costuma a ser praticado, a minha preocupação era unicamente chegar com saúde. Se eu quisesse conforto e luxo, o minimo que eu deveria fazer, era comprar um ticket executivo, mesmo que na tal companhia.
Então o que eu observo quando vejo pessoas reclamando, é muita gente querendo luxo e pagando lixo. A companhia ofereceu aquilo que se dispôs em dar: um voo Brasil ao Japão dentro dos padrões de segurança, respeitando as necessidades fisiológicas (alimentação e limpeza) e os horários. (ponto!)

Yasmim, minha pequena e fofa companheira de viagem ♥

Fui bem atendida, bem alimentada, sem extravios de bagagem, cheguei plena e com saúde intacta.
Não posso julga-la com relação aos clientes que ela possui, pois isso é muito desprezível, nem sequer a rota em países não tao desenvolvidos quanto Estados Unidos e demais regiões da Europa (que outras companhias costumam passar), por outro lado, o cansaço é pertinente a distância Brasil/Japão.

A companhia poderia investir em poltronas mais confortáveis (mesmo que na categoria econômica)? Sim, com certeza!
Mas por essas e outras quando vejo alguém julgando a Ethiopian Airlines, eu lembro daquele famoso bordão: “Quer pagarr quantoo??”.

Se eu tive sorte na minha viagem? Talvez!?
Mas espero desmistificar essa má fama que tanto é divulgada por ela, afinal, estar na Star Alliance, mesmo grupo da Air Canada, Lufthansa, United (dentre outras), não me parece ser tão ruim assim.

Se surgir uma promoção para um lugar que gostaria de conhecer e eu empacasse novamente com ela, não exitaria de comprar um ticket (ainda mais com uma promoção tentadora como foi a do Japão), é como eu sempre digo ::
Por maiores que sejam meus sonhos, eles sempre cabem na minha mochila
(E fatalmente não será a Ethiopian, que vai me negar isso).

Se isso se efetivar, retorno aqui para fazer uma atualização de uma nova experiência, mas também deixo o espaço totalmente aberto aqui no blog para duvidas, criticas e sugestões com relação a mesma.
Compartilhe sua experiência, mas estimo que acima de tudo: FAÇA UMA ÓTIMA VIAGEM!!

Narita Airport / Japão

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Um comentário sobre “Como foi viajar de Ethiopian Airlines? (Brasil x Japão)

  1. Pingback: Roteiro de 15 dias para o Japão | Ná Feliz Cidade

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