Sou o que queria ser quando crescer?

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Quando eu era criança sempre quis ser daquelas pessoas muito ocupadas, que fazem várias coisas ao mesmo tempo, com mil compromissos em um único dia. Lembro de brincar de escritório e sempre tinha milhares de atividades e fazia elas com uma urgência impressionante, tudo era para ontem e tudo era importante.

Enfim cresci, a vontade de ter dias cheios foi substituída pelas diversas tarefas. Agora tenho a faculdade, que quanto mais estudo vejo que mais tenho a estudar; as tarefas de casa, que parecem intermináveis; o trabalho, que preciso me dedicar pois é de lá que sai o salário que pago aluguel, comida, luz etc.; a academia, que aliás o corpo também precisa se mexer e com a idade vemos que é cada vez mais difícil e mais necessário; e tem também os projetos pessoais, aqueles que fazemos pensando em um futuro distante e com um prazer maior em aprender e melhorar. Ufa!!!! Com tudo isso os momentos de relembrar os momentos da infância ficam até impossíveis.

Entre uma atividade e outra ajeito uma coisa na outra, minutos se tornam preciosos, o tempo no ônibus serve para tentar colocar o sono em dia, que está cada vez mais atrasado, ou escrever as palavras que voam pela cabeça. Encontro no intervalo de uma aula e o almoço aqueles 30 minutos para lavar o banheiro correndo e já aproveito para tomar banho.

As atividades são tão unidas umas nas outras que parecem que até se encaixam, no começo dessa minha loucura achei que seria impossível viver, mas depois vamos achando um tempo aqui, outro ali e quando vi até que dava para fazer mais um pouco.

Mas chegou a hora de começar a falar um pouco de “não”, posso até cogitar a possibilidade de fazer uma coisa nova, mas antes preciso largar mão de outra.

Percebi que sou aquela mulher que queria ser quando criança, mas com uma diferença, quando desejava crescer queria ser estressada, sempre atrasada, nervosa, e isso não sou, com organização e calma dá para fazer tudo e, se for alguma coisa que realmente gosto fica ainda mais gostoso. E acredite, no final, quando alguma coisa dá certo, quando aquela atividade chega no final, quando olho para trás e vejo do que fui capaz de fazer dá uma gratificação e um orgulho de brilhar os olhos e surgi aquele sorriso de canto da boca.

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Aperta o play!

A música pode ser agitada, lenta, instrumental, religiosa. Ela pode ter uma letra de amor, de raiva, de vida ou uma história contada. Pode ser agressiva, leve, delicada. Pode te trazer vontade de dançar, de dormir, de viver, de chorar. Ela pode ser rock, funk, reggae, sertanejo, clássica.

Todas passam uma mensagem, seja pela letra ou pela intensidade que os instrumentos são tocados. Mensagem que pode ser contorcida conforme o momento que estamos passando na vida. O autor da música pode ter escrito para a mãe, para o filho ou para um amigo, mas podemos ouvir e lembrar de um amor. O autor pode ter escrito para uma namorada e lembramos de um amigo querido. Ela pode ser uma música boa de dançar junto de seus amigos ou seus familiares, sem muito se importar com a letra.

A música está presente em grande parte de nossas vidas, seja em uma festa, em um filme, em uma propaganda, ela marca, além da mensagem que quer passar, faz uma ligação com aquele instante que estamos vivendo, o sentimento que temos, o momento que estamos passando, a pessoa que gostaríamos que soubesse, através daquela música, do que sentimos.

E sem percebemos ela marcou aquele momento. E no futuro, em um dia qualquer, quando ouvirmos a mesma música as lembranças e sentimentos voltam como se o tempo não tivesse passado, como se, em um passe de mágica, voltamos a viver aquele instante do passado, seja alegre ou não tão feliz assim.

Depois que percebemos isso sabemos que aquela música pode ser uma máquina do tempo para voltar a ter aquele sentimento, aquelas memórias de momentos que não estão mais presentes, determinada música irá ajudar a viver tudo aquilo novamente, mesmo que seja só para nós durante aqueles minutos. E sabemos que ali estão nossas recordações e sempre que precisarmos, podemos apertar o play novamente.