Feliz aniversario pra mim!!

passando de fase

Fazer aniversário é se sentir mais experiente, mais velha, com mais histórias pra contar e com perspectivas restauradas.
E antes de mais nada, quero dar tchau aos ressentimentos, as magoas, desmotivações e impedimentos. Da mesma forma, dou adeus, as faltas de inspiração, as falsas expectativas, ao medo de arriscar, ao desnecessário, ao precipitado e a todo o resto que me fez fraquejar.

Amadureci com todas as experiências que me foram permitidas, passei as fases, mudei cenários e troquei personagens que não couberam no contexto , que nao me agregaram, nem sequer contribuíram para o enredo. Tive minhas dores e minhas delicias, da mesma forma que sofri por todas as perdas e ilusões. Ganhei, achei, cansei, vivi.

Hoje vivo mais um vinte-e-tres-do-dez, ou 23 de outubro ,para me modificar e envelhecer.

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Às vezes, falar é melhor que calar

“Falar é um esforço imenso. Mas a recompensa é enorme. Nada dói mais do que não dizer”

– Eu me chamo Antônio

 

Sobre a leveza de falar o que a gente sente e que, muitas vezes, postergamos e deixamos engasgado por medo ou por orgulho.

Se você gosta de uma pessoa, deixe-a saber. Você não sabe o que está guardado no coração dela e, talvez, ela só esteja esperando uma abertura para poder demonstrar que também sente o mesmo por você.

Se uma pessoa te magoou, te fez algo que não agradou, deixe-a saber. Ela pode não ter tido a intenção de ter te magoado e você está sofrendo à toa.

Dê oportunidade para as pessoas saberem o que você sente e quem você é. Deixe que elas se aproximem, te conheçam e te reconheçam.

As armaduras que vestimos para evitar que as pessoas conheçam a nossa verdade, só nos afastam da leveza de poder viver uma vida plena e sincera com nós mesmos.

A recompensa vem na forma de um novo amor, da reconciliação com pessoas que a gente gosta e da sensação de que fizemos o que podíamos para ter alguém de quem gostamos perto de nós.

Falar é difícil, mas guardar as nossas dúvidas e sentimentos é muito pior.

Talvez

Talvez eu tenha estragado tudo.
Talvez eu tenha me escondido atrás dos meus medos e não tenha captado seus sinais.
Talvez eu tenha projetado secretamente uma história tão bonita quanto as que vejo nos filmes e, no primeiro sinal de que não seria nada parecido, eu ‘desencantei’.
Talvez suas atitudes tenham me afastado de você: muita demonstração de carinho por mensagens e pouca atitude de verdade.
Talvez, talvez, talvez.
A gente nunca sabe se o nosso orgulho nos afasta de quem não nos merece, ou nos afasta de quem a gente gosta, mas não dá o braço a torcer por nada.
A gente escolhe um caminho a seguir e renuncia outros tantos caminhos e possibilidades que ficaram para trás.
Saber como seria se tivesse sido, é impossível. Poderia ter sido lindo. Poderia ter sido devastador.
Mas foi vento passageiro. Foi experiência de auto conhecimento, porque tem gente que passa na nossa vida e nos ensina mais sobre nós mesmos, do que sobre elas.
Hoje eu me despeço de um quase amor.
Quase amor, porque me tirou suspiros, deu frio na barriga e me fez ficar com o celular na mão por vezes, apenas esperando uma simples mensagem.
Foi quase, porque foi tempo curto.
Foi quase, porque dois orgulhosos não combinam.
Foi quase, porque eu sou medrosa.
Foi quase, porque você é uma incógnita.
Foi quase, porque eu sou estranha.
Foi quase, porque você é um babaca.

Aquele Amor

Todo mundo tem um amor que sempre será amor.

Aquele amor que passou, devastou e deixou só a poeira da saudade.

Aquele amor que, ao lembrar, sentimos o cheiro, o gosto e o beijo. Sentimos as dores e as alegrias vividas.

Aquele amor que queríamos que fosse pra sempre. Que achávamos que seria. Mas não foi. E nem era pra ser, na verdade.

Aquele amor que nos arrancou suspiros, lágrimas e sorrisos sem motivos. Nos tirou o sono e às vezes até a vontade de existir. Nos tirou do chão, do eixo e do que costumávamos ser.

Aquele amor que nos fazia acreditar que o mundo só teria cor, se tivesse ele ao nosso lado.

Mas que bobagem…

Aquele amor que nos cegou e nos fez esquecer por vezes dos nossos valores, do que acreditávamos de fato e do que queríamos pra nossa vida. Porque, naquele momento, a nossa vida era esse amor. Vivíamos para ele.

Mas que falta de amor próprio…

Aquele amor que nos fazia feliz, mesmo quando nos fazia triste. Porque não suportávamos a ideia de viver longe, de não poder sentir o cheiro e se aconchegar naquele abraço.

E que abraço…

Aquele amor que deixava nosso dia colorido, mesmo quando não estava do nosso lado, mas sabíamos que aquela saudade tinha data de validade.

Ah, essa saudade, é a melhor de se sentir…

Aquele amor que tanto nos machucava, tanto nos deixava inseguros, mas a gente insistia que era amor, que tinha que ser, que o destino era ficarmos juntos, mesmo que em pé de guerra. Mesmo porquê, do que nos vale o mundo, se não temos o nosso amor do nosso lado?

Mal sabíamos que nem só de amor sobrevive um relacionamento…

Aquele amor.

Aquele amor que não acabou.

Aquele amor que, de tão amor, sufocou. Nos deixou sem saber pra onde ir, quando foi pra longe.

Aquele amor que deixou nosso coração estraçalhado quando encontrou outro amor pra amar.

Aquele amor que cantou, interpretou e viveu nossa trilha sonora com outro amor.

Ah, amor bandido…

Aquele amor que era tão lindo, que a melhor saída foi preservar.

Aquele amor que, mesmo ainda sendo amor, sabíamos que já não éramos os mesmos e não amaríamos mais o que nos tornamos.

Aquele amor que foi embora, mas deixou muita bagagem pra carregarmos sozinhos.