INFINITO PARTICULAR

Viver é um oficio. O dom de dialogar com desconhecidos, por exemplo. De puxar conversa na fila do banco, de se apresentar utilizando algumas palavras para um estranho que nada sabe de ti (e você nada dele também), a fim de constituir uma relação que seja cortês e rentável para ambos, abstendo-se de silêncios constrangedores ou, pior, o sono.
Mas por outro lado, eu confesso: A arte de se isolar, eu domino. De aprofundar-me no meu íntimo, de buscar o silencio através da meditação, de propositalmente não vincular-me a grupo nenhum e criar uma natureza só minha, e ainda assim não ser uma eremita, ser apenas alguém que de tempos em tempos se esquiva para se reencontrar. Há uma técnica para isso e Marisa Monte quem o diga na sua musica “infinito particular”.

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